PSI fecha no verde em contraciclo com maioria das bolsas da Europa. Galp sobe quase 3% com guerra do Irão
O PSI fechou ligeiramente positivo (+0,07% para 9.437,18 pontos) com a Galp a liderar ao subir +2,74% para 21,40 euros. Dos quatro títulos que fecharam no verde, a segunda maior subida coube à Semapa que avançou +2,42% para 21,20 euros.
Depois a NOS subiu +0,72% para 5,030 euros e a Jeronimo Martins fechou a subir +0,17% para 18,00 euros.
Nas quedas (a maioria do índice) o destaque vai para a Mota-Engil que perdeu -1,29% para 4,750 euros, seguindo-se a EDP Renováveis que caiu -1,23% para 13,66 euros. Depois, por esta ordem, as maiores quedas recaíram sobre a Navigator (-0,73% para 3,248 euros); Corticeira Amorim (-0,71% para 7,02 euros); os CTT (-0,68% para 6,56 euros); e a Teixeira Duarte (-0,63% para 0,4755 euros).
Na Europa a maioria das praças fechou em queda. Isso mesmo nos conta a MTrader na sua análise desta segunda-feira. “O dia foi negativo para a maioria das bolsas europeias, condicionado pela subida dos preços do petróleo, devido ao aumento das tensões geopolíticas no Médio Oriente, com os EUA e Irão a atacarem-se militarmente pela primeira vez no último mês”, realçam os analistas do BCP.
“A praça de Londres esteve encerrada devido a feriado, o que ajuda a justificar um volume de negociação inferior ao habitual”, ressalvam os analistas.
“O PSI conseguiu contrariar a tendência, à boleia da Galp, que aproveitou os ventos favoráveis ao setor e valorizou 2,7%”, acrescentam.
“Lá fora de destacar a subida da Soitec, depois do CEO da fabricante francesa de materiais para chips ter revelado à Reuters que a empresa está a firmar contratos de fornecimento plurianuais com clientes, devido ao aumento da procura por wafers usados em ótica para data centers com inteligência artificial”, destaca a MTrader.
O Stoxx 600 caiu -0,62% e o EuroStoxx 50 perdeu -1,01% para 6.420,16 pontos.
O CAC 40 recuou -0,79% para 8.334,5 pontos; o DAX tombou -1,17% para 6.190,1 pontos; o italiano FTSE MIB desceu ligeiramente (-0,01% para 52.612,7 pontos); o holandês AEX caiu -0,09% e o espanhol IBEX fechou a perder -0,34% para 19.974,1 pontos.
O preço do petróleo está a subir de forma significativa esta segunda-feira, pressionado pelo agravamento das tensões no Médio Oriente. No domingo, forças norte-americanas atacaram lançadores de “rockets” iranianos na ilha de Larak, no estreito de Ormuz, naquela que terá sido a primeira operação militar dos EUA na região no espaço de um mês, segundo um responsável norte-americano citado pela Associated Press (AP). A ofensiva representa uma rutura da trégua que vigorava num conflito marcado por combates intermitentes há mais de seis meses.
Perante este cenário, o Brent, referência para o mercado europeu, avança 2,50%, para 90,30 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, valoriza 2,57%, atingindo os 85,54 dólares por barril.
A nova vaga de ataques veio afastar as expectativas de uma recuperação rápida da normalidade no tráfego marítimo através do estreito de Ormuz. Ao mesmo tempo, aumenta a possibilidade de novas subidas das taxas de juro, depois de o presidente da Reserva Federal norte-americana (Fed), Kevin Warsh, ter reiterado na sexta-feira o compromisso da instituição em combater a inflação.
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