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Parpública entregou às Finanças o relatório sobre propostas de privatização da TAP

Parpública entregou às Finanças o relatório sobre propostas de privatização da TAP

Foi ao fim da tarde que a Parpública entregou o relatório sobre as propostas de compra da TAP entregues pela Lufthansa e pela Air France-KLM. A Parpública já entregou ao Governo o relatório sobre as ofertas vinculativas da Air France-KLM e Lufthansa para a compra de 44,9% da TAP, disse à Lusa fonte oficial do Ministério das Finanças.
Trata-se do relatório que avalia as duas propostas para ajudar o Governo a escolher o comprador de 44,99% da TAP. Este é mais um passo no processo da privatização de até 49,99% da TAP e que inclui a tranche de 5% reservada aos trabalhadores (a parcela não subscrita pode ser adquirida pelo investidor selecionado, com direito de preferência)..
O Governo irá agora avaliar a análise da Parpública.
Os relatórios da Parpública são também enviados à Comissão de Acompanhamento liderada por Daniel Traça. A Comissão de Acompanhamento da privatização da TAP é um órgão independente nomeado pelo Governo para fiscalizar de forma objetiva, isenta e transparente o processo de reprivatização de até 49,9% do capital social da companhia aérea. 
O Estado pretende vender até 49,9% do capital da TAP, sendo que 44,9% é por venda direta de referência a um investidor estratégico (operador aéreo de grande dimensão). O Estado mantém a maioria (pelo menos 50,1%).
A operação não inclui ativos já alienados no âmbito do plano de reestruturação (como participações em handling/SPdH e catering/Cateringpor) nem certos ativos imobiliários (reduto TAP).
As propostas não vinculativas de abril foram descritas pelo Governo como “muito equivalentes” nos planos industriais e na contrapartida financeira. As propostas vinculativas foram entregues a 29 de julho de 2026.
O processo foi relançado em 2025 (Decreto-Lei n.º 92/2025 e Caderno de Encargos aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 141-B/2025). Só operadores aéreos (ou consórcios liderados por estes) com receitas superiores a 5 mil milhões de euros em pelo menos um dos últimos três anos puderam concorrer.
Plano industrial e estratégico ambicioso (crescimento da frota, conectividade do hub de Lisboa, rotas estratégicas para Açores, Madeira, diáspora e países de língua portuguesa, investimento em manutenção/engenharia e combustíveis sustentáveis/SAF), são alguns dos critérios.
Avaliações independentes apontam para um valor da TAP (100%) entre cerca de 1,95 e 2,07 mil milhões de euros (múltiplos conservadores de EBITDA, com descontos por limitações do aeroporto de Lisboa e outros riscos). Isto implica um intervalo base de cerca de 972 a 1.035 milhões de euros para os 49,9%. Com prémio competitivo típico de 10% a 20%, o valor da fatia a privatizar poderia subir para cerca de 1,1–1,24 mil milhões de euros. sto representa cerca de 5 vezes mais do que o valor implícito da privatização de 2015. Os valores concretos das propostas vinculativas não foram divulgados publicamente.
A TAP registou um prejuízo de 99,2 milhões de euros na primeira metade do ano, um resultado que piorou 40% em comparação com o primeiro semestre do ano anterior. Apesar de a companhia aérea ter registado um aumento de 4% tanto na faturação como no total de passageiros transportados, este crescimento foi anulado pela subida de quase 20% no preço dos combustíveis, motivada pelos conflitos no Médio Oriente.

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