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Portugal no top 10 dos países com mais nova energia eólica

Portugal no top 10 dos países com mais nova energia eólica

Portugal é o sétimo país que mais inaugura energia eólica na União Europeia. O país lançou 200 megawatts (MW) de nova potência no primeiro semestre deste ano, contando agora com mais de seis gigas instalados. Até ao final do ano, vão ser instalados mais 50 megawatts (MW).
Os dados foram divulgados esta terça-feira, 1 de setembro, pela associação europeia da indústria eólica, a Wind Europe.
Esta nova potência eólica corresponde a um único projeto: a central eólica do Tâmega da espanhola Iberdrola que vai ter um total de 274 megawatts para um investimento de 350 milhões.
Na UE, 16 países inauguraram nova capacidade, num total de 5,3 gigas de eólica onshore e de 1,7 gigas de eólica offshore, num total de nove mil milhões de euros de novo investimento. Olhando para toda a Europa, outros seis países inauguraram capacidade eólica.
A Alemanha lidera este ranking com mais de 2,3 gigas instalados, seguida de Espanha com 600 MW e da Polónia com 456 MW.
Na previsão da Wind Europe, Portugal deverá instalar 2,1 gigas de energia eólica entre 2026 e 2030, com a Alemanha a liderar com 45 gigawatts, seguida de Espanha com 7,2 gigas e França com 6,8 gigas.
“A Europa está a caminho de um novo recorde na energia eólica”, disse a Wind Europe, com 8,8 gigas instalados na primeira metade do ano, mais 30% face a período homólogo.
“Estas turbinas podem gerar eletricidade suficiente para abastecer sete milhões de famílias europeias e substituir o equivalente à carga de 25 navios metaneiros [que transportam gás]”, segundo a associação sediada em Bruxelas que espera um total de 24 gigas de nova capacidade até ao final do ano. Até ao final da década, são esperados 20 novos gigas por cada ano.
Apesar do bom momento da energia eólica na Europa, os “problemas estruturais persistem. As escolhas políticas em licenciamento, redes e eletrificação vão determinar se irá manter-se a tendência de crescimento”.
Em destaque, os 400 MW instalados pela Ucrânia, apesar dos constantes ataques da Rússia, e de o conflito se prolongar há quatro anos.
Os leilões têm sido cruciais para atribuir nova capacidade, com 43 gigas de nova capacidade para ser leiloada este ano pelos governos europeus, o que não é o caso de Portugal.
Até 2030, a UE deverá contar com 342 gigas com a Europa a contar com 436 gigas.
“O ano de 2026 deverá ser de recorde. Mas não podemos tomar isto por certo. Exatamente quando precisamos mais de eólicas para aumentar a resiliência económica da Europa, os volumes de licenciamento estão em baixa em mercados-chave. As decisões dos governos no licenciamento, leilões, redes e eletrificação nos próximos meses vão ser cruciais”, disse Tinne Van der Straeten, presidente da Wind Europe.
Entre as cinco recomendações deixadas pela associação europeia da indústria eólica, encontra-se a implementação de regras europeias para o licenciamento, aprovação do pacote europeu para o desenvolvimento de redes, canalização de receitas com o carbono para aumentar eletrificação, metas obrigatórias para as energias renováveis até 2040, e a aposta nos contratos por diferenças (CfD) para remunerar os projetos saídos dos leilões públicos, porque “permitem investimento em escala ao reduzir o custo de capital”.

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