Luís Portela Morais estreia-se na categoria Ultimate na Baja Aragon numa Toyota Hilux T1+
Luís Portela Morais vai estrear-se na categoria máxima dos rally-raid, a T1+/Ultimate, na Baja Aragón, ao volante de uma Toyota Hilux T1+ da equipa Overdrive. A mudança de categoria marca uma nova fase na carreira do piloto português, que até agora competiu principalmente em motos, no longínquo início, SSV e protótipos leves (T3/T4) em provas do Campeonato de Portugal e do Campeonato do Mundo de Todo-o-Terreno, já nos últimos anos.
A carreira de Luís Portela Morais no todo-o-terreno divide-se em duas fases distintas. Começou pelas motos em 2016, estreando-se no Rali Dakar em 2017, e regressou em 2022 já nos SSV e protótipos leves, consolidando-se depois nos automóveis. Tudo começou com um 20º lugar na geral do Afriquia Merzouga Rally em 2016, com uma KTM 450 Rally. No ano seguinte, 2017, a estreia no Rali Dakar.
Cinco anos depois, em 2022, o regresso deu-se nos veículos leves de quatro rodas, trazendo os resultados de maior relevo. Ainda em 2022, alcançou a 7ª posição na geral da classe T4 no Dakar, ao volante de um Can-Am Maverick X3, e subiu ao pódio absoluto da Baja Portalegre 500 (WBC – T3) com um OT3, onde foi 3º classificado.Entre 2023 e 2026, Luís Portela Morais dividiu-se entre viaturas como o OT3 e o Polaris RZR Pro R, acumulando experiência no Campeonato do Mundo de Rally-Raid (W2RC) e no Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno (CPTT).
Em 2024, conquistou um pódio no CPTT, terminando a temporada em 5º lugar da geral e 3º na classe T3. No ano seguinte, na Baja Portalegre 500 de 2025, venceu na classe T4 e foi 4º classificado da geral.Mostrou regulamente bom andamento, mas alguns contratempos mecânicos impediram que os resultados tivessem outro impacto. Este ano de 2026 tem sido marcada por exigências técnicas e duas desistências em provas como o BP Ultimate Rally-Raid Portugal e a Baja Montes Alentejanos, sempre na classe T4 e com o Polaris RZR Pro R, mas agora vem aí um novo desafio.
A carreira de Luís Portela Morais sofre uma nova evolução com a estreia na categoria T1+/Ultimate, na Baja Aragón, aos comandos de uma Toyota Hilux T1+ da Overdrive. A mudança para a categoria de topo do rally-raid representa o passo seguinte de um percurso que já passou pelas motos, pelos SSV e pelos protótipos Challenger no Dakar e em várias provas nacionais e internacionais de todo-o-terreno.
«Vou experimentar ver como é que me saio de T1+ Ultimate em Aragão», começa por adiantar, justificando a escolha da prova: «Em termos de prazer e de aproveitar uma carrinha Ultimate, acho que Aragão, é uma boa corrida, onde podemos medir forças com os melhores» começou por dizer Portela Morais, que está curioso para saber onde se coloca perante os melhores pilotos das T1+: “se correr bem, dá sempre um bocadinho mais de notoriedade com a Toyota Overdrive, vamos ver como é que corre.»
Questionado sobre a continuidade deste passo no futuro, o piloto afasta a ambição de profissionalismo e sublinha a gestão racional dos recursos: «os custos das corridas atualmente estão muito altos. Portanto, eu não quero ser profissional das corridas, não é um objetivo. O objetivo fazer o melhor para os meus patrocinadores.»
A solução passa por reestruturar o calendário futuro caso a experiência seja bem-sucedida: «Em vez de fazer tantas corridas em Portugal ou de SSV, posso fazer só um Rally-Raid por ano de Ultimate, e já entra mais nos budgets que conseguiria arranjar.» Consequentemente, «o objetivo vai passar por experimentar, ver como é que me saio, e depois, ou como é o óbvio, se o bicho ficar cá, vou querer experimentar mais vezes.»
Esta participação funciona também como porta de entrada para futuras decisões em relação ao Dakar: «Se correr bem, pode abrir portas para o Dakar deste ano, que está tudo uma incógnita de saber o que é que vai acontecer. Eu próprio estou em conversações com algumas equipas de Challenger; de T4 não quero ir, Challenger sim, há hipótese de ir, mas tudo também vai depender um bocadinho de como é que corre esta corrida.»
Para mitigar a falta de experiência na nova categoria, a preparação incluirá testes no terreno: «Quinta-feira vou testar o dia todo.» À medida que a data se aproxima, o sentimento é evidente: «Agora já só falta uma semana, começa a ficar aqui um nervoso miudinho, um nervoso bom, parece que nunca mais chega…»
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