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GamaLife lucra 27,9 milhões de euros no primeiro semestre e aumenta solvabilidade para 273%

GamaLife lucra 27,9 milhões de euros no primeiro semestre e aumenta solvabilidade para 273%

A seguradora GamaLife registou um resultado líquido de 27,9 milhões de euros no primeiro semestre de 2026, contra 18,5 milhões de euros no mesmo período do ano passado (a subir 28%), enquanto o rácio de solvabilidade subiu para 273%, segundo as contas divulgadas hoje pela seguradora.
O resultado antes de impostos ascendeu a 30,9 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, praticamente em linha com os 30,8 milhões de euros registados no primeiro semestre de 2025.
A produção total da GamaLife atingiu 223,2 milhões de euros até junho, menos 4,6% do que os 233,9 milhões de euros registados no período homólogo. A seguradora atribui a redução sobretudo ao adiamento para julho do lançamento de um novo produto de poupança em Portugal.
Em Portugal, a produção totalizou 164,3 milhões de euros, enquanto em Itália atingiu 58,9 milhões de euros. No mercado português, a diminuição da produção foi acompanhada por uma redução de 11 milhões de euros nos prémios de poupança, parcialmente compensada pela estabilidade dos prémios de seguros de vida e de risco.
A empresa destacou ainda um desempenho mais forte das vendas de produtos de poupança ligados a fundos, que compensaram o recuo dos produtos tradicionais de participação nos lucros. O lançamento, em julho, de um novo PPR garantido impulsionou posteriormente a atividade neste segmento.
No primeiro semestre, o resultado do ramo de seguros em Portugal aumentou 2,6 milhões de euros, para 10,8 milhões, enquanto em Itália caiu 5,6 milhões de euros, para 9,4 milhões. A evolução em Itália refletiu, segundo a empresa, uma menor libertação da margem de serviços contratuais da carteira em vigor e comissões superiores ao previsto, cujo efeito deverá ser revertido no segundo semestre.
O resultado de investimentos manteve-se relativamente estável, em 12,6 milhões de euros, face a 13 milhões de euros um ano antes. Os custos totais também permaneceram inalterados, em 38,8 milhões de euros.
O capital próprio da GamaLife situava-se em 219,1 milhões de euros no final de junho, menos cerca de 40 milhões de euros do que em dezembro de 2025, refletindo, entre outros fatores, o pagamento de dividendos de 70 milhões de euros anteriormente anunciado.
O capital Tier 1 sem restrições aumentou 23 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, para 562 milhões de euros, com a geração de capital do negócio a ser parcialmente compensada pela amortização de 14 milhões de euros relacionada com medidas transitórias.
No final de junho, os fundos próprios elegíveis ascendiam a 663,3 milhões de euros, enquanto o requisito de capital de solvência (SCR) era de 242,8 milhões de euros, colocando o rácio de solvabilidade em 273%, acima dos 270% registados no final de 2025.
A GamaLife apresentava, no final do semestre, ativos totais de 7.401,1 milhões de euros, dos quais 1.973,4 milhões correspondiam a produtos ‘Unit Linked’.
Recorde-se que a Apax Partners contratou o UBS e a Nomura para encontrar compradores para a GamaLife, seguradora nascida da transformação da GNB Vida, adquirida ao Novobanco em 2019. O francês Groupe BPCE, que comprou o Novobanco, estava bem posicionado nas negociações. Na corrida estavam ainda a seguradora Generali (dona da Tranquilidade) e o banco italiano BFF.

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