Bolsas europeias fecham semana mistas com juros e petróleo no radar. Volkswagen dispara
As principais bolsas europeias terminaram hoje a sessão em terreno misto, com a maioria no verde, apesar da expectativa em torno da política monetária norte-americana, da subida dos preços do petróleo e das preocupações com a inflação, enquanto a Volkswagen se destacou pela positiva após anunciar um novo plano de reestruturação.
A MTrader destaca que “a maioria dos principais índices de ações europeus encerrou em alta, com bom desempenho nos setores cíclicos, nomeadamente no Tecnológico e no Automóvel, onde a Volkswagen disparou 6,6%, depois do conselho de supervisão ter aprovado uma reestruturação que prevê o corte de postos de trabalho e uma redução da presença industrial. Os investidores na Europa acabaram por assimilar bem a indicação de que a economia norte-americana gerou um número surpreendente de postos de trabalho em agosto, sugerindo que o mercado laboral está mais robusto e dinâmico do que se pensava anteriormente. A comunicação amplia receios de que desta forma será mais difícil a fazer recuar a inflação para a meta dos 2%/ano pretendida pela Fed, o que pode tornar o Banco Central mais agressivo em movimentos de subida de taxas de juro”.
O PSI contrariou a tendência, pressionado por correções de pesos pesados como Galp, CTT, NOS e EDPR.
A praça financeira lisboeta encerrou a última sessão da semana com uma ligeira queda, acompanhando o fecho misto das congéneres europeias.
O índice português, o PSI, recuou 0,14% para os 9.388,77 pontos, penalizado por apenas seis das suas 16 cotadas, somando assim a terceira jornada consecutiva em terreno negativo. No balanço da semana, o índice quebrou um ciclo de quatro semanas consecutivas de valorização, acumulando uma perda de aproximadamente 0,5%.
O PSI foi arrastado sobretudo pelo desempenho da Galp, que foi penalizada pela desvalorização do petróleo bruto a nível global. A empresa liderou as perdas do dia ao recuar 2,29%, fixando as suas ações nos 20,52 euros.
Também a influenciar a tendência de queda, embora com perdas mais contidas, estiveram outras duas grandes cotadas: a EDP Renováveis, que caiu 0,45% para 13,14 euros, e o BCP, que registou uma ligeira quebra de 0,09%, fechando nos 1,1485 euros
Em sentido inverso, as retalhistas ajudaram a amortecer a queda do PSI. A Jerónimo Martins destacou-se nos ganhos com uma subida de 1,22% (para 18,23 euros), seguida pela Sonae, que avançou 0,50% para os 2,025 euros. A EDP também contribuiu para travar perdas maiores no índice, ao valorizar 0,35% para os 4,649 euros.
O comportamento dos mercados foi influenciado pelos dados robustos do emprego nos Estados Unidos, que alimentaram dúvidas sobre a trajetória dos juros, mas reforçaram a probabilidade de uma subida das taxas na próxima reunião da Reserva Federal norte-americana (Fed).
O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,12%, invertendo a tendência negativa registada ao longo da semana.
O Euro STOXX 50 fixou-se nos 6.392,93 pontos (+0,16%), enquanto o CAC 40 fechou nos 8.278,77 pontos (-0,09%). Já o DAX registou 26.046,40 pontos (+0,17%), o FTSE MIB situou-se nos 52.100,43 pontos (-0,28%) e o IBEX 35 encerrou nos 20.050,70 pontos (+0,25%).
O preço do petróleo continua a escalar. O Brent, referência para a Europa, negoceia pelas 16h50 acima dos 95 dólares por barril, impulsionado pelo conflito no Médio Oriente entre os EUA e o Irão, que continua sem um fim à vista.
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