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Flavio Briatore e Andrea Stella trocam acusações sobre decisão do Tribunal Internacional de Recurso

Flavio Briatore e Andrea Stella trocam acusações sobre decisão do Tribunal Internacional de Recurso

O consultor executivo da Alpine, Flavio Briatore, criticou a imparcialidade de um dos juízes do Tribunal Internacional de Recurso da FIA na sequência da decisão que retirou a Pierre Gasly o pódio conquistado no Grande Prémio do Mónaco. Durante a conferência de imprensa de diretores de equipa no Grande Prémio de Itália, Briatore questionou a atuação do juiz Filippo Marchino, alegando ligações à McLaren devido a eventos passados e donativos à fundação One Drop Foundation.A penalização aplicada por excesso de velocidade nas assistências tinha sido inicialmente anulada após protesto da Alpine, mas um recurso conjunto de Red Bull e McLaren repôs a sanção, descendo Gasly para sétimo e promovendo Isack Hadjar da Red Bull ao terceiro lugar, enquanto Oscar Piastri subiu a quarto: “Não quero criar polémica, mas não me pareceu uma audiência normal.” O responsável da Alpine sugeriu que um dos membros do coletivo podia ter uma ligação à McLaren, referindo que “um dos juízes estava ligado à McLaren através da One Drop Foundation”, e criticou a sua intervenção no processo: “Parecia mais um procurador do que um juiz.” Segundo Briatore, essa circunstância levantava dúvidas sobre a neutralidade exigida num processo deste género.
A resposta da McLaren surgiu pela voz do diretor de equipa, Andrea Stella, que classificou as acusações como insultuosas para a reputação da estrutura de Woking e salientou que quem profere tais alegações deve assumir a responsabilidade pelas suas palavras em fórum público. Stella sublinhou que todo o processo decorreu com os mais altos padrões de rigor e que o recurso visou assegurar a clareza na aplicação do Código Desportivo Internacional e garantir a consistência regulamentar para todas as equipas do campeonato.Segundo Andrea Stella, a acusação foi “bastante ofensiva” para a McLaren. O italiano insistiu que o recurso não teve como finalidade exclusiva alterar a posição de Oscar Piastri, mas clarificar a interpretação regulamentar: “O objetivo era a justiça desportiva e a consistência na aplicação das regras.” Stella acrescentou que quem faz uma alegação pública sobre a integridade de uma equipa ou de um tribunal deve estar preparado para a sustentar: “Quando se fazem alegações tão sérias, é preciso assumir a responsabilidade por elas.”
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