Volkswagen aprova despedimento de 50 mil trabalhadores
A administração da Volkswagen aprovou o despedimento de mais 50 mil trabalhadores numa das maiores reestruturações nos 90 anos de história da marca alemã.
No total, são esperados agora despedimentos de 100 mil trabalhadores até 2030, depois de anunciados outros 50 mil anteriormente.
O grupo alemão inclui a Audi, Porsche, Skoda, Seat, Cupra e a própria Volkswagen.
Sobre o encerramento de quatro fábricas do grupo na Alemanha, previamente noticiado, não houve decisão.
O grupo conta com a fábrica Autoeuropa em Portugal, onde produz agora o modelo T-Roc. Para 2027, está prevista a entrada em produção do 100% elétrico citadino ID.1.
A decisão é um “sinal forte” para o futuro da empresa que está a tomar “responsabilidade por toda a força de trabalho”, disse o presidente da Volkswagen Oliver Blume.
Em reação, as ações da Volkswagen estão a subir mais de 5% para mais de 81 euros.
A empresa espera cortar em 50% o número de modelos até 2035 e reduzir a complexidade da sua oferta em 75%.
A quebra nas vendas do grupo, e descida dos lucros, colocou a empresa em modo defensivo, a preparar-se para o novo paradigma: concorrência feroz chinesa, com carros de qualidade a preços competitivos.
O próprio mercado chinês, que chegou a ser bastante lucrativo para a marca, virou as costas aos modelos europeus com os consumidores a apostarem nas novas marcas eletrificadas chinesas.
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