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Médio Oriente: Oito países condenam propostas israelitas para expulsar habitantes de Gaza

Médio Oriente: Oito países condenam propostas israelitas para expulsar habitantes de Gaza

Oito países de maioria muçulmana condenaram este domingo 6 de setembro os apelos feitos por ministros de Israel no sentido de expulsar a população palestiniana da Faixa de Gaza.
O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, disse na quarta-feira que o governo está “organizado e pronto para retirar a população de Gaza por mar, por ar e por todos os meios possíveis”, mas sob a condição de que os Estados Unidos o aprovem.
No dia seguinte, o ministro Itamar Ben Gvir, responsável pela Segurança Nacional, apresentou uma proposta para esvaziar a Faixa de Gaza da sua população palestiniana, que seria enviada para o exterior.
Em resposta, os chefes da diplomacia de Arábia Saudita, Egito, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Paquistão, Indonésia e Turquia condenaram, “nos termos mais veementes”, os “planos e mecanismos propostos com o objetivo de expulsar à força os palestinianos das suas terras”.
E recordaram que “tais medidas prejudicam diretamente os esforços internacionais para estabelecer a paz, em particular o plano do presidente [dos Estados Unidos] Donald Trump para pôr fim ao conflito em Gaza, que rejeita firmemente qualquer deslocamento forçado”.
No sábado, o embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, um defensor da política israelita de instalar colonatos na Cisjordânia ocupada, agarantiu que “não há nenhum plano” para expulsar a população palestiniana de Gaza.
O deslocamento forçado de uma população civil constitui um crime de guerra, segundo o direito internacional.
A maioria dos habitantes de Gaza foi forçada a deslocar-se em sequência da guerra lançada por Israel após os ataques de 07 de outubro de 2023, levados a cabo pelo movimento extremista palestiniano Hamas e que mataram mais de 1.200 pessoas em solo israelita.
Nos últimos três anos, mais de 73 mil pessoas foram mortas pelo exército israelita em Gaza, de acordo com dados do governo de Gaza, sob a autoridade do Hamas, são considerados fiáveis pelas Nações Unidas.

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