Gasolina com maior subida desde 2022
Esta semana arranca com subidas assinaláveis no preço do combustível. No caso da gasolina trata-se do maior aumento semanal desde 2022. Inicialmente, tendo em conta as projeções do Automóvel Club de Portugal (ACP), o gasóleo subia 15 cêntimos e a gasolina ficaria mais cara 12 cêntimos.
Mas com a aplicação do desconto do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP), do Governo, de três cêntimos por litro, o gasóleo fica mais caro em 12 cêntimos e a gasolina sobe nove cêntimos, referiu o Contas Poupança, que adianta que o preço médio do gasóleo fica em 2,139 euros por litro no gasóleo e o da gasolina em 2,112 euros por litro.
Já foram várias as vezes em que o gasóleo disparou mais de 12 cêntimos em termos semanais. Regista-se março de 2022, influenciado pelo conflito entre Ucrânia e Rússia, e outubro de 2022, com aumentos entre os 15 cêntimos e os 16 cêntimos por litro. Em março deste ano o gasóleo subiu 19 cêntimos por litro, devido ao conflito no Médio Oriente. Mas isto tendo em conta o desconto no ISP. Se tal não tivesse ocorrido a subida seria de 23 cêntimos por litro, como calculou o ACP.
A última vez que se verificou um aumento semanal desta ordem na gasolina foi em março e junho de 2022, também devido ao conflito entre Rússia e Ucrânia, com o aumento a se cifrar em cerca de 10 cêntimos por litro.
“Os preços dos combustíveis continuam a ser impactados pela guerra no Médio Oriente, com os Estados Unidos, Israel e o Irão envolvidos em ataques militares na região. A guerra levou ao bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do comércio de petróleo e gás natural, levando o preço dos combustíveis a sofrer graves alterações.
Desde que estalou a guerra no Médio Oriente, o Governo comprometeu-se a aplicar uma nova redução extraordinária e temporária no ISP, sempre que se verifique um aumento do preço dos combustíveis superior a 10 cêntimos, para mitigar a escalada de preços. A redução extraordinária tem um efeito cumulativo a cada semana.
De acordo com uma estimativa do Conselho das Finanças Públicas, o desconto extraordinário no ISP vai retirar à receita fiscal do Estado 777 milhões de euros. Além do ISP, o Governo avançou com medidas adicionais, incluindo libertar até 10% das reservas estratégicas do combustível do país, na sequência de uma ação conjunta com os países da Agência Internacional de Energia, para conter a flutuação de preços nos mercados internacionais. Mais recentemente, o executivo de Luís Montenegro decidiu criar uma Contribuição de Solidariedade Temporária sobre o Setor Petrolífero, que vai ser aplicada às empresas dos setores do petróleo bruto e da refinação. A medida pretende taxar a 33% os lucros extraordinários das petrolíferas”, referiu o ACP na sexta-feira 4 de setembro.
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