Moção de censura ao Governo vai ser rejeitada
A moção de censura ao Governo proposta pelo Chega deverá ser chumbada, esta terça-feira, no Parlamento, dado que apenas o partido proponente declarou voto a favor.
A moção de censura vai contar com abstenção do Partido Socialista (PS), do Bloco de Esquerda (BE) e do Partido Comunista Português (PCP). Já o Partido Social-Democrata (PSD), CDS-PP, Iniciativa Liberal (IL), Livre e PAN vão todos votar contra.
Na segunda-feira, o PS anunciou que iria abster-se na moção de censura. O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, considerou que esta posição “evita a crise política e não iliba o Governo nas suas responsabilidades perante os problemas que vivem os portugueses: custo de vida, saúde, habitação e salários”.
Já o secretário-geral do PCP referiu, durante a Festa do Avante!, que existem várias razões para censurar o Governo, mas recusou alimentar a “agenda demagógica e mentirosa” do Chega.
Por sua vez, a deputada única do BE, Andreia Galvão, irá também abster-se na votação desta tarde.
A 3 de setembro, um dia após ter sido apresentada a moção de censura pelo Chega, a líder da Iniciativa Liberal anunciou o voto contra. Segundo Mariana Leitão: “Esta decisão não representa qualquer desvalorização da gravidade do caso Luís Neves. Pelo contrário, a Iniciativa Liberal considera que as circunstâncias que envolvem o Ministro fragilizam de forma grave o governo e revelam grande irresponsabilidade do primeiro-ministro, que o deve demitir”.
No Livre, Isabel Mendes Lopes apontou o dedo ao Chega e afirmou que este era apenas “mais um episódio de folclore”.”Assistimos a mais um episódio de folclore. É certo que Luís Neves tem várias explicações para dar, que o primeiro-ministro tem que se pronunciar, mas também é certo que Luís Neves virá ao parlamento dia 08″, disse Isabel Mendes Lopes.
Inês Sousa Real, do PAN, disse que não alinhava “no espetáculo mediático do Chega”, embora entendesse que Luís Montenegro deve explicações ao país.
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