UBS prevê que BCE aumente taxas de juro esta quinta-feira
O UBS prevê que o Banco Central Europeu (BCE) suba as taxas de juro na reunião desta quinta-feira, 10 de setembro, e mantenha uma orientação restritiva.
A perspetiva do banco suíço, revelada numa nota esta terça-feira, 8 de setembro, para a subida das taxas de juro, é assente em fatores como o “reforço” da atividade económica até ao final do ano e ao longo de 2027, “sustentado” pela expansão orçamental na Alemanha, e pelo consumo privado. É ainda referido que a decisão de agravamento das taxas de juro deve “reforçar” a credibilidade do Banco Central Europeu no combate à inflação, antes de adotar uma “orientação mais acomodatícia” em 2027.
“No entanto, perante a atual reavaliação das expectativas para as taxas de juro a nível global, consideramos que se tornou menos atrativo assegurar as atuais yields elevadas da dívida pública, bem como apostar na superação da liquidez por parte das obrigações soberanas de curto e médio prazo. Por conseguinte, acreditamos que este é um momento oportuno para os investidores que dependem das suas carteiras para gerar rendimento procurarem diversificar as suas fontes de yield [juros pago para deter um ativo neste caso particular obrigações]: Abordagens diversificadas de rendimento fixo; Abordagens multiativos orientadas para a geração de rendimento; Estratégias estruturadas”, acrescenta.
O chief investment officer da UBS Global Wealth Management, Mark Haefele, disse que embora o investimento em obrigações de curto e médio prazo, por comparação com a liquidez, “se tenha tornado menos atrativo”, continuamos a considerar que as obrigações de elevada qualidade “mantêm o seu papel enquanto instrumento de diversificação e estabilização” das carteiras, a par dos ativos de risco — especialmente em cenários adversos de crescimento. “Ainda assim, os investidores que anteriormente dependiam exclusivamente de obrigações de elevada qualidade para gerar rendimento sustentável poderão ter de alargar o seu leque de opções, num período que poderá ser marcado por uma elevada volatilidade das yields obrigacionistas, condicionada pela evolução dos dados económicos”, acrescentou.
A instituição traça também um cenário base em que perspetiva que os efeitos negativos do conflito no Irão e das consequentes perturbações no abastecimento energético “deverão dissipar-se” à medida que o estreito de Ormuz reabrir gradualmente.
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