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Ministra do Ambiente desagradada com processo da EDP por água de Sines

Ministra do Ambiente desagradada com processo da EDP por água de Sines

A ministra do Ambiente e da Energia confessou hoje ter ficado desagradada com o processo da EDP devido à tomada de água do mar em Sines.
“A EDP pôs uma providência cautelar que me desagradou particularmente”, revelou Maria da Graça Carvalho esta quarta-feira, 9 de setembro, no Parlamento.
A providência foi recusada pelo Tribunal, mas existe um processo central ainda a decorrer, segundo a governante. “Essa parte está resolvida, podemos continuar, mas está em tribunal o processo central”.
A EDP avançou com a providência cautelar com o objetivo de travar que a exploração da captação de água do mar no local da antiga central da EDP em Sines seja gerida pela pública Águas de Santo André, revelou o “Observador” em junho.
A água era usada para arrefecer a central a carvão de Sines, mas o vizinho centro de dados da Start Campus quer usar o mecanismo para arrefecer os servidores.
“Tanto a tomada como o retomar ao mar tem de ser um bem público. Esta é a nossa política. A água é pública por causa dos impactos ambientais. Não podemos ter cada um a ir [usar a água]”, acrescentou.
“A tomada de água é propriedade do Estado é muito importante para toda aquela zona”, sublinhou.
De acordo com o decreto-lei que determina a passagem da gestão para a Águas de Santo André diz: “Sucede que, considerando, por um lado, a vaga de investimentos prevista para a ZILS e, por outro, o stress hídrico nos territórios abrangidos pelas bacias hidrográficas do rio Sado e do rio Guadiana, antecipa-se uma procura excecional e localizada de fornecimento de água para uso industrial, que não é suscetível de ser assegurada pelo referido sistema nas condições existentes”.
“A escassez hídrica que já se verifica na região e as previsões de diminuição das disponibilidades hídricas naturais decorrentes das alterações climáticas motivam a necessidade de ponderar e de gerir de forma integrada origens não convencionais, como a água do mar e a água para reutilização, diminuindo a pressão sobre as origens convencionais superficiais e subterrâneas”, pode-se ler.

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