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Schroders: ETF ganham maior relevo nas carteiras de investimento

Schroders: ETF ganham maior relevo nas carteiras de investimento

Os external traded funds (ETF) de gestão ativa estão a ganhar uma maior relevo nas carteiras de investimento. Esta foi uma das conclusões do inquérito anual aos investidores da Schroders, divulgado esta quarta-feira 9 de setembro.
Os dados revelam que 94% dos inquiridos dizem que os ETF ativos (os ETF são um cabaz que reúne vários ativos. Exemplo: um ETF que replique um índice bolsista), ou seja que conta com um gestor na gestão desse ativo, têm um papel nas suas carteiras de investimento contra os 6% que admitem que este tipo de instrumentos não tem espaço na sua carteira de investimentos.
Cerca de 70% disse que um custo mais baixo, face a fundos de investimento, foi o motivo para a escolha de um ETF de gestão ativa. Metade disse que a liquidez intradiária foi outro motivo para a escolha e também a flexibilidade para negociar a preços de mercados. E 43% disse que a razão foi a melhor liquidez no mercado secundário face aos fundos mútuos.
Assim, 49% dos inquiridos referiram que utilizam os ETF ativos como diversificação, 42% que é para posicionamento tático ou satélite, 33% para gestão de risco e 29% para gestão de transição, ou sejam usam os ETF ativos quando alteram as alocações do seus ativos.
“A beleza dos ETF reside na simplicidade do veículo e na facilidade com que podem ser utilizados tanto estratégica como taticamente. Estrategicamente, isto pode significar exposição a ações ou rendimento fixo; taticamente, pode ser expressar uma visão sobre a duração, temas ou setores. E não se trata apenas de custo: a possibilidade de negociar intradiário em diferentes plataformas significa que pode fazer alterações rapidamente, com mais transparência e eficiência operacional do que muitos outros veículos. Isto ajuda realmente quando se está a tentar alcançar resultados específicos de carteira, como diversificação ou gestão de risco”, disse o responsável de ETF da Schroders, Tom Stephens.
O estudo referiu também que os investidores procuram ETF ativos em áreas onde os mercados podem ser menos pesquisados, menos eficientes ou estruturalmente mais complexos. Isto inclui ações de pequena e média capitalização (37%), ações de mercados emergentes (35%), estratégias temáticas ou setoriais (34%) e alternativas líquidas/estratégias ao estilo de hedge funds (23%).
Contudo ainda existem barreiras à adoção de ETF. 34% dos inquiridos disseram que o histórico limitado e a incerteza em relação ao desempenho face aos fundos ativos tradicionais são fatores de preocupação, 31% referiram a falta de transparência em torno do processo ativo (31%) e 30% referiram que é a complexidade associada às Implementações baseadas em derivados e à capacidade ou liquidez de negociação.
“Estas preocupações sugerem que a próxima fase de crescimento ativo dos ETF dependerá de gestores que demonstrem um processo de investimento claro e mostrem como a estratégia é implementada e gerida dentro da estrutura dos ETF, para que os investidores a possam compreender e monitorizar ao longo do tempo”, referiu a Schroders.

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