Tesouro norte-americano inicia compra de obrigações em dia de leilão de dívida nos EUA e Alemanha
Esta quarta-feira será um dia agitado no que a emissão de dívida diz respeito. Do lado dos Estados Unidos inicia-se o programa de compra de obrigações, entre 10 anos e 30 anos, com o limite mínimo da operação a pelo menos dobrar de dois mil milhões de dólares (1,7 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual) para quatro mil milhões de dólares (3,4 mil milhões de euros). Ainda nos Estados Unidos decorre uma emissão de obrigações a 10 anos algo que acontece também na Alemanha.
O programa de compra de obrigações pelo Tesouro norte-americano foi anunciado pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, a 19 de agosto, depois de a 17 agosto as obrigações norte-americanas a 30 anos terem batido máximos de 2007.
Este programa levado a cabo pelo Tesouro vai manter-se em vigor durante o resto deste trimestre de refinanciamento (até 4 de novembro de 2026). “Este aumento dos tamanhos das operações de recompra reflete o desejo do Tesouro de proporcionar um maior apoio à liquidez nos sectores de longo prazo com cupão nominal, onde existe um forte apoio consistente por parte dos participantes do mercado, como evidenciado pelo volume significativo de ofertas de alta qualidade que o Tesouro recebe rotineiramente nas operações de recompra de longo prazo”, referiu.
EUA prevê coloca 39 mil milhões e Alemanha antecipa 5,5 mil milhões
Esta quarta-feira realiza-se também emissões de dívida alemã e norte-americana (obrigações) a 10 anos. De acordo com a Morningstar a Alemanha prevê colocar 5,5 mil milhões de euros enquanto que os Estados Unidos prevê 39 mil milhões de dólares (33,5 mil milhões de euros). A mesma publicação diz ainda que o Tesouro norte-americano deve anunciar também hoje o volume da operação de recompra de obrigações a 10 anos e a 20 anos.
“As expectativas aumentaram consideravelmente desde que o Tesouro [dos EUA] indicou que as compras no setor obrigacionista a 10 a 30 anos iriam pelo menos duplicar, com o mercado cada vez mais inclinado para uma operação superior ao mínimo exigido”, disse o analista da Mizuho, Gomez-Liechti, citado pela Morningstar.
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