“Pode matar-nos a todos”: Engenheiro da Anthropic demite-se e deixa alerta para perigos da IA
Um engenheiro despediu-se da Anthropic esta semana, depois de acusar a empresa, e a rival OpenAI (detentora do ChatGPT), de agir de forma irresponsável com a inteligência artificial (IA) e de desencadear uma onda de preocupação nas redes sociais sobre o ritmo acelerado de desenvolvimento desta tecnologia.
Segundo a “CNBC”, Jacob Coxon afirmou na rede social X que as empresas estão a “brincar com as nossas vidas”, referindo que as pessoas que desenvolvem esta tecnologia “acreditam que esta pode matar-nos a todos até ao final da década”.
O engenheiro deixa o alerta para não subestimar o poder desta tecnologia, e que em breve “vão ser sistemas sobre-humanos capazes de invadir qualquer coisa, revolucionar qualquer área da noite para o dia e conquistar poder e recursos reais”.
Para o engenheiro, tanto a Anthropic como a OpenAI estão a par deste perigo, contudo continuam a investir nesta tecnologia e estão na corrida para terminar a sua oferta pública inicial (IPO).
“Nenhuma destas empresas está a agir de forma responsável”, escreveu, sublinhando que estas estão a “correr diretamente em direção a uma superinteligência capaz de se autoaperfeiçoar”.
Estas publicações já foram visualizadas mais de 70 milhões de vezes e reflete um debate de longa data no Silicon Valley sobre a responsabilidade de desenvolver e controlar a IA de forma segura.
Os comentários de Jacob Coxon contaram com o apoio de Evan Hubinger, líder da área de alinhamento na Anthropic, referindo que “realmente acreditamos que a IA pode matar todos os humanos. Pessoalmente, estimo que essa probabilidade é superior a 10% na próxima década”.
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