A carregar agora

Banco Central da Rússia mantêm taxa de referência em 14%

Banco Central da Rússia mantêm taxa de referência em 14%

O Banco Central da Rússia (BCR) manteve hoje a taxa de referência em 14% depois de várias reduções marginais consecutivas, ao constatar uma crescente pressão dos preços nos últimos meses.
“O conselho de diretores do Banco decidiu manter a taxa de referência em 14,00% ao ano. Em geral, a economia cresce a um ritmo moderado no terceiro trimestre de 2026. As pressões atuais sobre os preços intensificaram-se significativamente nos últimos meses”, afirmou o regulador bancário russo no portal oficial.
O BCR indicou que, segundo as suas estimativas, “o crescimento subjacente dos preços acelerou-se para uma taxa anual de entre 5% e 6%, devido principalmente ao impacto de uma redução temporária da capacidade produtiva em determinados setores”.
“À medida que esses efeitos se dissipem e o crescimento da procura agregada se mantenha contido, a queda da inflação será retomada”, afirmou, ao assinalar que as futuras decisões sobre manter ou mudar as taxas se basearão “na dinâmica da inflação e nas expectativas inflacionistas, bem como numa avaliação dos riscos derivados das condições internas e externas”.
“No cenário base, e tendo em conta a política monetária aplicada, a inflação anual oscilará entre 6% e 7% em 2026, voltará a 4% em 2027 e manter-se-á no nível alvo a partir de então”, afirmou.
Segundo o BCR, em julho houve um crescimento dos preços de 11,6% em relação ao ano anterior, em comparação com uma média de 5,3% durante o segundo semestre de 2026.
“O indicador correspondente de inflação subjacente aumentou para 7%, em comparação com uma média de 4,6% do trimestre anterior”, afirmou o regulador, ao observar que a dinâmica dos preços nos últimos meses “foi significativamente influenciada por componentes voláteis, como o combustível para veículos e as frutas e verduras”.
O aumento dos preços dos combustíveis, provocado pelos ataques ucranianos contra as refinarias russas e a escassez de gasolina e diesel, repercutiu na dinâmica da inflação, destacou o BCR.
“As expectativas de inflação das famílias, das empresas e dos mercados financeiros evoluíram em direções diferentes. No entanto, mantêm-se elevadas, o que poderia obstaculizar uma desaceleração sustentada da inflação”, admitiu, ao constatar que a economia “cresce a um ritmo moderado”.
Nesse contexto, afirmou, “o crescimento da procura dos consumidores está a desacelerar, embora continue elevado. A atividade de investimento continua a recuperar em relação aos níveis observados no início do ano”.
O BCR antecipou que a próxima reunião de política monetária terá lugar no próximo dia 23 de outubro.

Share this content:

Publicar comentário