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Brasileiros, americanos e árabes disputam palácio de 100 milhões de euros

Brasileiros, americanos e árabes disputam palácio de 100 milhões de euros

Encontra-se na região da Grande Lisboa, numa área com 600 hectares, tem um preço de venda de 100 milhões de euros e está a ser disputada por investidores dos Estados Unidos, Médio Oriente. Brasil e Reino Unido.
Trata-se de uma Quinta com Palacete datada do início do século XX e está a ser comercializada pela equipa do segmento de private da mediadora imobiliário de luxo, Quintela e Penalva, associada em Portugal da Knight Frank.
“Por razões de confidencialidade e em cumprimento de um acordo de NDA (Non-Disclosure Agreement) com a propriedade, não podemos divulgar a sua identificação nem localização exata”, afirma em declarações ao Jornal Económico, Francisco Quintela, sócio fundador da Quintela + Penalva I Knight Frank.
Neste segmento de mercado, o responsável destaca que mais do que a nacionalidade, o denominador comum é o perfil patrimonial dos potenciais compradores.
“Falamos essencialmente de ultra-high-net-worth individuals (indivíduos com um património de pelo menos 25 milhões de euros), famílias empresárias, family offices e investidores internacionais”, refere.
Sobre as características desta propriedade, o responsável destaca que “é uma grande propriedade privada, com uma residência principal de elevado valor arquitetónico, extensas áreas de terreno, grande privacidade e diferentes edifícios ou estruturas suscetíveis de recuperação e valorização”.
Sobre os 100 milhões de euros de venda, o responsável sublinha que neste segmento o valor não resulta apenas de uma análise tradicional de preço por metro quadrado.
“São ativos muito escassos, cujo valor é determinado pela combinação de vários fatores: dimensão da propriedade, localização, privacidade, relevância arquitetónica e histórica, qualidade paisagística, capacidade construtiva ou de reabilitação existente e, sobretudo, a dificuldade de encontrar no mercado de propriedades comparáveis. A avaliação passa também pelo seu posicionamento no mercado internacional de trophy assets e pela comparação com propriedades em destinos como a Comporta, Côte d’Azur, Toscana, Baleares ou determinadas zonas premium de Espanha”, explica.
Apesar do interesse e contactos de vários investidores, o responsável defende que este negócio ainda não está concluído.
“Num ativo desta natureza os processos são necessariamente muito reservados e têm ciclos de decisão mais longos. Não seria correto, nesta fase, afirmar que existe um negócio fechado ou iminente. Podemos dizer que existe procura concreta e que estão em curso contactos com potenciais interessados internacionais”, conclui.

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