CGTP convoca “grande manifestação nacional” para 17 de outubro
A CGTP-IN vai convocar uma “grande manifestação nacional” a realizar-se em Lisboa, Porto e Coimbra para dia 17 de outubro, anunciou hoje o secretário-geral em conferência de imprensa, em Lisboa.
“Nesta perspetiva de construção da luta”, a CGTP vai avançar “com um mês de ação, de mobilização e luta”, entre 17 de setembro e 17 de outubro, tendo em vista “discutir com os trabalhadores a ação reivindicativa”, anunciou Tiago Oliveira em conferência de imprensa, onde foi apresentada a “Política Reivindicativa” da central sindical para 2027.
Nestes dias serão realizadas diversas ações nas empresas e locais de trabalho, nomeadamente plenários e concentrações à portas das empresas, sendo que o objetivo é “envolver os trabalhadores na discussão política”, segundo explicou.
Entre as ações previstas, e a propósito do 56.º aniversário da central sindical, será lançada em 01 de outubro uma campanha nacional “em torno da organização e a ação reivindicativa” e que irá prolongar-se “até ao final de 2027”.
O objetivo, segundo Tiago Oliveira, é reforçar a sindicalização e aumentar o contacto e a eleição de delegados e dirigentes sindicais.
No final deste período, em 17 de outubro, vai ser realizada “uma grande manifestação nacional” em Lisboa, Porto e Coimbra para que os trabalhadores possam “trazer para a rua a sua contestação”, acrescentou, sinalizando que espera a adesão de “milhares e milhares” de trabalhadores.
O secretário-geral da CGTP lembrou ainda o “sentimento de vitória” alcançado com a rejeição da proposta de lei de alterações à legislação laboral, dizendo acreditar que os trabalhadores vão continuar a “seguir este caminho de procura” de valorização das condições laborais.
Entre as reivindicações que constam da Política Reivindicativa para 2027 da CGTP-IN e que foi hoje apresentada está a exigência de um aumento salarial de pelo menos 15%, num mínimo de 150 euros para todos os trabalhadores a partir de janeiro do próximo ano, bem como o aumento do salário mínimo nacional dos atuais 920 euros para 1.100 euros.
“Os trabalhadores e os reformados precisam de salários e de pensões que permitam viver dignamente durante todo o ano e não num só período do ano”, sustentou Tiago Oliveira, numa alusão indireta ao suplemento extraordinário anunciado pelo Governo para os pensionistas com reformas mais baixas.
Share this content:



Publicar comentário