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Rendas prime de centros comerciais em Lisboa sobem 8,1% ao ano desde 2023

Rendas prime de centros comerciais em Lisboa sobem 8,1% ao ano desde 2023

As rendas prime dos centros comerciais em Lisboa subiram em média 8,1% ao ano nos últimos três anos, o que coloca a capital portuguesa ao nível das principais cidades europeias, ficando este aumento a par do registado em Milão, segundo os dados do relatório ‘European Shopping Centre Spotlight H1 2026’ da consultora Savills divulgados esta sexta-feira, 11 de setembro.
A valorização das rendas em Lisboa está ligada a um nível de desocupação muito baixo. Em 2025, essa taxa situava-se em 3,1% na capital portuguesa, um dos valores mais reduzidos da Europa, atrás apenas de Milão, com 1,3%.
A consultora antevê que Lisboa acompanhe o crescimento de 1,3% nas vendas a retalho em 2026, com destaque para a Europa Central e de Leste, os países nórdicos, seguidos pelo Reino Unido e pela Ibéria.
A taxa de desocupação média na Europa caiu de 9,7% para 9,1% em 2025, a primeira descida em dez anos. O volume de investimento em centros comerciais atingiu 12 mil milhões de euros em 2025, e no primeiro semestre de 2026 este segmento já representava 34% do investimento total em retalho na Europa, a quota mais alta desde 2022.
As farmácias e lojas de saúde e beleza figuram entre as categorias com melhor desempenho até 2030, com um crescimento anual de cerca de 4%, enquanto o crescimento nas vendas de vestuário e calçado (1%) e de artigos para casa (2%) deverá abrandar, depois de um desempenho excecional no período pós-pandemia.
O stock de centros comerciais no país ronda os três milhões de metros quadrados, um dos volumes mais baixos entre os principais mercados europeus, ao lado de países como a Áustria ou a Finlândia, e bem distante de mercados como França, o Reino Unido ou Espanha. “É esse contexto de oferta limitada que ajuda a explicar a pressão sobre as rendas em Lisboa”, indica a consultora.
Patrícia Matias, director of Retail Services da Savills Iberia, prevê uma nova descida da taxa de desocupação na Europa e uma subida adicional das rendas prime nos próximos trimestres, mas os ganhos deverão continuar concentrados nos centros de maior qualidade. “Para mercados com pouco espaço disponível, como Lisboa, esta combinação deverá manter a pressão sobre as rendas prime nos próximos anos”, refere.

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