TotalEnergies vai investir 10 mil milhões em Angola nos próximos cinco anos
A petrolífera francesa TotalEnergies fez saber esta semana, em Luanda, que prevê investir 10 mil milhões de dólares (cerca de 8,6 mil milhões de euros) no seu portefólio angolano nos próximos cinco anos, mercado onde produz 450 mil barris diários (bpd).
Os planos foram anunciados pelo chairman e CEO da multinacional, Patrick Pouyanné, durante a conferência anual ‘Angola Oil & Gas’ (AOG), que reuniu financiadores globais, promotores e os principais players da indústria.
Segundo o executivo e engenheiro francês, o valor irá abranger todos os projetos da empresa no país. Pouyanné anunciou ainda que a TotalEnergies está a preparar o próximo ciclo de exploração, assumindo o compromisso de comercializar futuras descobertas na sequência da prorrogação do Bloco 32 até 2043. Isto porque, em maio deste ano, a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) e a TotalEnergies assinaram um acordo de princípio para garantir a continuidade do desenvolvimento naquele bloco localizado em águas ultra-profundas do offshore de Angola, na bacia do Baixo Congo.
Sobre a incontornável inteligência artificial (IA), o CEO da TotalEnergies tornou pública uma iniciativa pioneira para as geociências, que terá Angola como primeiro mercado de implementação. “Vamos anunciar uma iniciativa de grande envergadura no domínio da IA aplicada às geociências e iremos aplicá-la, em primeiro lugar, em Angola”, anunciou.
Com um portefólio diversificado de atividades naquele país, onde entrou em 1953, a energética francesa conta com cerca de 1.500 trabalhadores em Angola.
Pouyanné aproveitou a ocasião para relevar os vários “sucessos de exploração” no país, “que demonstram tanto a atratividade como a confiança” da TotalEnergies “no seu futuro”. “A exploração é um pilar fundamental da nossa ambição em Angola, apoiada pelos incentivos introduzidos para fomentar o investimento. Juntamente com os nossos parceiros, pretendemos continuar a explorar e a descobrir novos recursos, mantendo um forte esforço de exploração para identificar novas oportunidades nas bacias offshore de Angola”, afirmou.
Atualmente, a TotalEnergies detém uma participação de 38%, como operadora, no Bloco 17, juntamente com a Equinor (22,16%), a ExxonMobil (19%), a Azule Energy (15,84%) e a Sonangol E&P (5%); de 40%, igualmente como operadora, nos Blocos 17/25 e 32/21, com a ExxonMobil (40%) e a Sonangol E&P (20%); e uma participação de 10% no Bloco 0, com a Sonangol E&P (41%), a Chevron (39,2%, operadora) e a Azule Energy (9,8%).
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