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Xi dá apoio de Pequim para acelerar desenvolvimento tecnológico e industrial dos BRICS

Xi dá apoio de Pequim para acelerar desenvolvimento tecnológico e industrial dos BRICS

O Presidente chinês, Xi Jinping, ofereceu hoje o apoio da China para acelerar o desenvolvimento tecnológico e industrial dos países que fazem parte dos BRICS, com especial ênfase na Inteligência Artificial (IA).
Xi fez a proposta durante a sua intervenção na segunda e última sessão da cimeira de líderes dos BRICS deste fim de semana em Nova Deli, onde o mandatário chinês apresentou cinco iniciativas de cooperação que impulsionem o crescimento do chamado Sul Global nos campos da IA, comércio e investimento, indústria digital, manufatura inteligente e desenvolvimento de talentos, segundo a agência oficial Xinhua.
Entre as ofertas do governante da segunda maior economia do mundo destacam-se a de ajudar os países do bloco a implementar modelos abertos de linguagem que permitam estabelecer uma zona de IA “aberta e inclusiva” para os BRICS, construir fábricas inteligentes, habilitar uma plataforma na nuvem para a indústria digital dos membros do bloco e formar jovens talentos em inovação e tecnologia avançada.
Segundo Xi, o 15.º Plano Quinquenal aprovado este ano não é apenas o roteiro do desenvolvimento da China, mas também “uma lista de oportunidades de cooperação para o mundo” com a qual o gigante asiático continuará a promover “o desenvolvimento de alta qualidade”, a abertura de alto nível, a iniciativa das Novas Rotas da Seda e “criando prosperidade juntamente com outros países do mundo”.
Na mesma sessão, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, tinha advertido que o uso da tecnologia e dos minerais críticos como armas geopolíticas pode fraturar a coesão do bloco, em plena corrida de desenvolvimento tecnológico mundial.
Por outro lado e como já fez no seu discurso no primeiro dia da cimeira, o líder chinês voltou a pedir ao bloco e ao Sul Global que unam forças em torno do multilateralismo, da autoridade e do papel das Nações Unidas e da reforma das instituições multilaterais para as tornar mais eficientes, incluindo a da Organização Mundial do Comércio (OMC) “na direção certa”.
Também sustentou que os BRICS, e sobretudo as maiores economias do grupo, devem manter estáveis e sem obstáculos as cadeias de fornecimento, assim como fomentar a integração dos mercados.
“Um mundo sem regras é como um cruzamento sem semáforos onde o caos e a desordem seriam inevitáveis”, considerou Xi, que defendeu que as regras globais sejam estabelecidas com consenso comum e aplicadas com igualdade e sem duplo padrão.
Depois da Índia neste ano, a China assumirá em 2027 a presidência dos BRICS, bloco que integra Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Egito, Etiópia, Irão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Indonésia.
Esta foi a primeira viagem de Xi à Índia em sete anos, uma visita que incluiu uma reunião com Modi e que representa um novo passo na normalização das relações bilaterais iniciada em 2024.

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