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Inspetores tributários em período experimental pedem intervenção do ministro das Finanças perante “silêncio” na homologação

Inspetores tributários em período experimental pedem intervenção do ministro das Finanças perante “silêncio” na homologação

Um grupo de inspetores tributários e aduaneiros em período experimental enviou uma exposição ao ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, a solicitar a sua intervenção urgente perante a ausência de homologação do Curso de Formação Específico (CFE), alertando para os impactos diretos na estabilidade profissional e pessoal da carreira.
Na missiva dirigida ao tutelar da pasta das Finanças — com conhecimento à secretária de Estado dos Assuntos Fiscais —, os profissionais denunciam estar “há quase dois anos” em período experimental, a exercer funções no terreno sem certezas sobre o seu futuro na Autoridade Tributária e Aduaneira (AT).
Segundo o documento, os inspetores ingressaram na AT em setembro de 2024, na qualidade de candidatos aprovados na reserva de recrutamento do concurso aberto em 2022. O processo envolveu 43 semanas de formação prática (‘on the job’), 12 semanas de formação teórica e a realização de quatro provas escritas. Apesar de a última prova da designada “1.ª edição” ter decorrido em dezembro passado e de o projeto de lista de classificação final ter sido notificado a 15 de janeiro, os trabalhadores alegam que, após o período de audição prévia findo a 29 de janeiro, se remeteram a um “silêncio total por parte do júri”.
O grupo aponta diversos prejuízos decorrentes do atraso na homologação, destacando que as declarações de vínculo mantêm o reparo de “período experimental em curso”, com impacto na assunção de compromissos junto de instituições bancárias e de crédito.
Além disso, criticam a prestação de trabalho sem objetivos ou competências fixadas no âmbito do SIADAP, o que acarreta o risco de serem avaliados “pelo mínimo”. Os signatários denunciam ainda o caráter “obscuro e opaco” da atual colocação provisória nas unidades orgânicas, alertando que o adiar da homologação atrasa a colocação definitiva, o acesso a procedimentos de movimentação, o acesso a concursos de chefia e a contagem do dever de permanência de cinco anos na AT.
Na exposição, os inspetores criticam também os sucessivos adiamentos e a falta de esclarecimentos relativamente às provas das edições subsequentes, destinadas aos funcionários que cumpriram licenças de parentalidade ou baixas médicas.
Os signatários apelam, por isso, à intervenção direta do ministro das Finanças com vista a obter respostas e soluções que permitam pôr fim ao impasse laboral e regularizar a situação dos trabalhadores no organismo tributário.

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