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PSI acompanha tendência europeia e fecha a cair 1,52%

PSI acompanha tendência europeia e fecha a cair 1,52%

As principais praças europeias encerraram esta sessão em terreno negativo, arrastadas pelo setor tecnológico e pelas cotadas ligadas à inteligência artificial (IA), depois de líderes das maiores empresas do setor terem proposto travar o ritmo de desenvolvimento da tecnologia por razões de segurança.
“A pressionar ainda mais o sentimento dos investidores esteve a escalada dos preços do petróleo, depois de a Arábia Saudita ter encerrado um oleoduto importante na sequência de um ataque, alimentando receios de uma aceleração da inflação e de novas subidas das taxas de juro. Em Portugal, a Jerónimo Martins foi multada pelo regulador da concorrência polaco, uma decisão que a retalhista já anunciou que vai contestar”, segundo a análise da MTrader.
Em Lisboa, o PSI recuou 1,52%, para 9.380,30 pontos, uma perda de 144,43 pontos. O índice PSI Geral desceu 1,92%, para 6.343,95 pontos (-124,39 pontos).
Entre as cotadas do PSI, a EDP Renováveis foi a que mais recuou, com uma queda de 5,91%, para 12,25 euros, seguida da EDP, que perdeu 3,82%, para 4,613 euros, e da Mota-Engil, que cedeu 3,46%, para 4,800 euros. Também em terreno negativo estiveram a Teixeira Duarte (-2,46%, para 0,475 euros), a Altri (-1,49%, para 4,640 euros), a Jerónimo Martins (-1,45%, para 17,66 euros), a REN (-1,43%, para 3,440 euros), a Semapa (-1,21%, para 20,35 euros) e a CTT (-1,03%, para 6,25 euros).
Do lado dos ganhos, destaque para a Sonae, que subiu 1,25%, para 2,0300 euros, seguida da NOS SGPS e da Corticeira Amorim, ambas a valorizarem 0,57%, para 5,285 euros e 7,05 euros, respetivamente.
A Galp Energia fechou a ganhar 0,23%, para 21,55 euros, num contexto de subida dos preços do petróleo.
Assistimos a quedas generalizadas na Europa, sendo que Londres é exceção.
Isto num dia em que os líderes da Escócia, do País de Gales e da Irlanda do Norte reúnem-se esta segunda-feira, em Cardiff, para assinar um memorando de entendimento com vista a exigir o direito a realizar referendos sobre a independência, escreve este domingo o jornal britânico “Telegraph”. O encontro, considerado inédito, acontece num momento em que os três territórios são simultaneamente liderados por partidos pró-independência.
Ao nível europeu, o EuroStoxx 50 fechou a perder 1,02%, para 6.260,38 pontos, uma queda de 64,75 pontos. O Stoxx 600, que agrega as principais cotadas do continente, recuou 0,48%.
Entre as principais praças, o FTSE MIB, em Milão, foi o que mais recuou, com uma descida de 1,68%, para 51.628,77 pontos (-883,26 pontos), seguido do IBEX 35, em Madrid, que perdeu 1,38%, para 19.565,50 pontos (-273,00 pontos). O CAC 40, em Paris, cedeu 0,76%, para 8.117,78 pontos (-61,99 pontos), e o DAX, em Frankfurt, desceu 0,50%, para 25.440,81 pontos (-127,75 pontos).
Em contraciclo, o FTSE 100, em Londres, foi a exceção entre as principais bolsas europeias, ao fechar a subir 0,44%, para 10.697,57 pontos (+47,13 pontos), beneficiando do maior peso de petrolíferas e mineradoras no índice britânico.
Petróleo dispara com ataque a oleoduto saudita
No mercado petrolífero, o crude negociou em forte alta, com o WTI a valorizar 2,80%, para 102,85 dólares por barril, e o Brent a subir 2,62%, para 107,35 dólares por barril, na sequência do ataque ao oleoduto saudita. Em sentido contrário, o ouro recuou 1,84%, para 4.327,60 dólares por onça.
O contexto de tensão geopolítica foi ainda marcado pelo anúncio do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segundo o qual a Ucrânia e a Rússia concordaram em não atacar mutuamente as respetivas infraestruturas energéticas, à medida que os dois países se preparam para enfrentar o inverno, no âmbito do conflito que opõe os dois países desde a invasão russa de fevereiro de 2022. Trump atribuiu ainda a subida do preço do diesel a nível mundial sobretudo à guerra entre a Rússia e a Ucrânia, e não ao Irão, numa referência à tensão em curso entre Washington e Teerão em torno do estreito de Ormuz.

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