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Trump anuncia que Kiev e Moscovo aceitaram parar ataques a infraestruturas energéticas

Trump anuncia que Kiev e Moscovo aceitaram parar ataques a infraestruturas energéticas

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou esta segunda-feira, 14 de setembro que a Ucrânia e a Rússia aceitaram deixar de atacar as infraestruturas energéticas uma da outra, no âmbito da guerra aberta entre os dois países.
“A Ucrânia aceitou não atacar alvos energéticos russos. A Rússia aceitou fazer o mesmo!”, indicou Trump numa mensagem publicada nas redes sociais.
“O aumento do preço do gasóleo a nível mundial deve-se principalmente à guerra entre a Rússia e a Ucrânia, não ao Irão”, acrescentou o Presidente norte-americano na mesma mensagem, publicada na rede Truth Social.

Trump pretendia assim desvincular o aumento do preço dos combustíveis nos últimos meses do conflito que os Estados Unidos mantêm com o Irão, a que Teerão respondeu com o bloqueio do estreito de Ormuz, uma via fundamental para o comércio de petróleo bruto.
Os preços do petróleo começaram a semana com uma subida acentuada, com o barril a situar-se acima dos 100 dólares, num contexto marcado pelo encerramento de um oleoduto estratégico na Arábia Saudita e por novos ataques no estreito de Ormuz.
Os constantes ataques ucranianos contra as refinarias russas causaram um défice de gasolina e gasóleo na Rússia que obrigou o Governo a restringir a venda de combustível nos postos de abastecimento russos e a proibir a exportação de derivados.
No domingo, Trump afirmou ter falado com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para lhe pedir o fim dos ataques a refinarias da Rússia porque está a causar “uma escassez de gasóleo”.
O Presidente norte-americano manteve na passada terça-feira uma conversa com o homólogo russo, Vladimir Putin, a quem pediu que pusesse fim à guerra iniciada há mais de quatro anos com a invasão em larga escala da Ucrânia.
A conversa telefónica ocorreu depois de os enviados especiais da Casa Branca, Steve Witkoff e Jared Kushner, terem visitado Moscovo e Kiev para reativar as conversações de paz após seis meses de pausa.

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