Jaguar Land Rover quer aproveitar rearmamento da Europa para vender novo Defender a países da NATO
A Jaguar Land Rover está em “negociações concretas” com países da NATO interessados em comprar a versão renovada do seu veículo militar Defender Wolf Series II, enquanto a fabricante automóvel britânica procura encontrar negócios enquanto a Europa aposta no rearmamento, de acordo com o jornal Financial Times (FT).
O jornal indica que a Jaguar Land Rover (JLR), que também está a concorrer a um contrato do Ministério da Defesa britânico para substituir a envelhecida frota de veículos militares do país, procura ir além da sua relação histórica com o exército britânico em busca de novas fontes de receita, enquanto enfrenta uma procura mais fraca e custos mais elevados.
Segundo o “FT”, Patrick McGillycuddy, diretor-geral mundial da JLR para a marca Defender, indicou que o novo modelo Defender Wolf Series II seria ideal para as forças armadas, por ser adaptável à “ampla variedade de funções e requisitos exigidos pelas organizações militares”.
A JLR é mais um fabricante automóvel que está a olhar para o setor da defesa para tentar compensar a quebra de resultados provocado pela dominuição de vendas na China. O grupo, que é propriedade da indiana Tata Motors, anunciou, este mês planos para eliminar quatro mil postos de trabalho, quase 10% da sua força de trabalho mundial, ao longo dos próximos dois anos, na sequência de um devastador ataque informático que perturbou gravemente a sua cadeia de abastecimento no ano passado.
O exército britânico, que utiliza veículos Land Rover desde a década de 1940, está a retirar de serviço mais de cinco mil veículos e abriu um concurso para construir substitutos ao abrigo do seu programa de veículos de mobilidade ligeira.
A Grécia, a Itália, a Alemanha e a Turquia também estão a procurar substituir e modernizar as suas frotas de veículos militares.
O Defender Wolf Series II, a nova versão do veículo militar, está a concorrer ao contrato do Ministério da Defesa britânico contra o seu rival Grenadier, da Ineos Automotive, empresa de Jim Ratcliffe, que estabeleceu uma parceria com a SMT Defence e a NMS UK.
A Ford afirmou este mês ao FT que via o contrato como uma oportunidade para aumentar as vendas das suas carrinhas Ranger aos países da NATO. Entre os outros concorrentes estão a General Motors, que se associou à BAE Systems e à NP Aerospace; a Babcock International, o segundo maior grupo britânico de defesa; e uma aliança entre a alemã Rheinmetall e a Mercedes-Benz.
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