PSI fecha em alta em contraciclo com Europa puxada por Galp e Mota-Engil
O PSI fechou a sessão em terreno positivo, contrariando o tom negativo que marcou as restantes praças europeias, ao subir 0,71%, para 9.446,63 pontos.
Na componente nacional, os destaques positivos couberam à Mota-Engil, que avançou 2,00%, para 4,896 euros, seguida da Galp Energia, em alta de 1,95%, para 21,97 euros, da Teixeira Duarte, que subiu 1,68%, para 0,4830 euros, da Altri, com uma valorização de 1,51%, para 4,710 euros, e da REN, em alta de 1,31%, para 3,485 euros.
Do lado negativo, o Ibersol destacou-se com uma queda de 1,92%, para 10,20 euros, enquanto o BCP cedeu 0,08%, para 1,1810 euros.
Importa sublinhar que a esmagadora maioria das cotadas da praça lisboeta fechou em alta, num dia em que o setor da energia liderou os ganhos, em coerência com a escalada dos preços do petróleo.
Na Europa, o Euro STOXX 50 recuou 0,38%, para 6.236,50 pontos, e o Stoxx 600 caiu 0,29%. Entre os índices nacionais, o FTSE 100, de Londres, perdeu 0,37% para 10.658,13 pontos; o CAC 40, de Paris, cedeu 0,34%, para os 8.090,28 pontos; o DAX, de Frankfurt, recuou 0,14%, fechando nos 25.402,28 pontos; o FTSE MIB, de Milão, desceu 0,14%, para os 51.555,2 pontos; e o IBEX 35, de Madrid, fechou praticamente estável, com uma ligeira queda de 0,05%, para 19.555,9 pontos.
Nos mercados de matérias-primas, o petróleo voltou a protagonizar a sessão: o WTI subiu 3,01%, para 104,44 dólares, e o Brent avançou 2,07%, para 107,87 dólares, impulsionado pelo agravamento das tensões no Médio Oriente.
A escalada das tensões no Médio Oriente voltou a empurrar o petróleo para níveis preocupantes — com o WTI acima de 104 dólares —, reacendendo receios de pressões inflacionistas renovadas. Este cenário complica as decisões dos bancos centrais num momento particularmente sensível, já que amanhã a Reserva Federal dos Estados Unidos se pronuncia sobre a sua política monetária, com os investidores a posicionarem-se com cautela à espera do tom do comunicado.
Os analistas da MTrader resumiram assim a sessão: “Foi um globalmente negativo para as bolsas europeias, marcado uma vez mais pela subida dos preços do petróleo devido às tensões no Médio Oriente. Os receios de maiores pressões inflacionistas estão a mexer com o sentimento dos investidores, na véspera da Fed se pronunciar sobre a sua política monetária. O PSI conseguiu escapar, com a grande maioria das suas cotadas em alta”.
Nos mercados de dívida, os juros da dívida soberana a 10 anos subiram em paralelo: o Bund alemão fixou-se em 3,53%, com uma subida de 1,65 pontos base; a dívida portuguesa atingiu os 3,90%, mais 2,04 pontos base; a espanhola situou-se nos 4,00%, também mais 2,01 pontos base; e a obrigação francesa fixou-se nos 4,50%, com um aumento de 2,54 pontos base.
Em síntese, tratou-se de um fecho negativo na quase totalidade da Europa, com o petróleo a ditar o ritmo, os juros a subir e o PSI como exceção positiva num dia de pressão generalizada nos mercados internacionais.
Share this content:



Publicar comentário