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Utentes gastaram mais de 571 milhões com medicamentos nos primeiros sete meses do ano

Utentes gastaram mais de 571 milhões com medicamentos nos primeiros sete meses do ano

Os portugueses gastaram mais de 571 milhões de euros com a compra de medicamentos nas farmácias nos primeiros sete meses deste ano, o que representou um aumento de 11,7 milhões em relação ao mesmo período de 2025.
De acordo com o relatório de monitorização da despesa com medicamentos em ambulatório da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), consultado pela Lusa, os encargos dos utentes tiveram um aumento homólogo de 2,1% nesse período.
A despesa média de cada utente foi de 4,70 euros por medicamento, tendo sido dispensadas quase 162 milhões de embalagens entre janeiro e julho deste ano, mais três milhões do que nos primeiros sete meses do último ano.
O documento indica ainda que a despesa do SNS com a comparticipação de medicamentos em ambulatório ascendeu a mais de 1.179 milhões de euros, um aumento de quase 90 milhões face ao período de janeiro e julho de 2025.
O encargo médio por embalagem para o SNS foi de 9,70 euros, ou seja, mais do dobro do que o valor suportado pelos utentes.
Em 2026, verificou-se um aumento de 0,37 euros do custo médio por embalagem face a 2025, refere ainda o Infarmed, que aponta os antidiabéticos como a classe terapêutica com maiores encargos entre janeiro e julho, representando uma despesa de 305 milhões de euros para o serviço público de saúde, o equivale a um aumento homólogo de 11,5%.
O semaglutido, a substância ativa de medicamentos antidiabéticos também utilizados para a perda de peso, foi mesmo o que registou o maior aumento de despesa nos primeiros sete meses deste ano para o SNS, representando um encargo para superior a 42 milhões de euros, mais cerca de 15 milhões do que no mesmo período de 2025.
O relatório indica também que mais de metade das unidades dispensadas corresponderam a medicamentos genéricos, que atingiram uma quota de mercado de 50,5%, depois de terem chegado aos 52,2% em anos recentes.
O Infarmed salientou que valores apresentados nesse relatório não refletem a totalidade das contribuições resultantes da implementação do acordo entre o Governo e a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica e dos contratos de financiamento.
Na prática, ao valor total dos gastos do serviço público com medicamentos, serão deduzidas as contribuições e devoluções ao SNS por parte da indústria farmacêutica.

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