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Acesso a dinheiro físico: Denária alerta partidos que fim do numerário “é crime contra a economia popular”

Acesso a dinheiro físico: Denária alerta partidos que fim do numerário “é crime contra a economia popular”

A Denária, uma associação que defende os direitos dos cidadãos de usar e aceder a dinheiro físico, apresentou, esta quarta-feira, 16, um manifesto, que foi entregue a todos os grupos parlamentares, onde defende que o numerário tem “qualidades únicas” e o seu acesso não deve ser negado.
Nas palavras de Pedro da Cunha, presidente da Denária, o numerário tem “qualidades únicas, sendo o sistema mais barato para o consumidor gastar dinheiro”, ao mesmo tempo que garante a inclusão social e dá liberdade de escolha ao consumidor.
O numerário é muitas vezes visto como “aquele parente que está sempre presente e disponível, mas que é ignorado em festas”, afirma, “só quando a coisa corre mal é que nos lembramos dele”.
Durante a apresentação do manifesto, que decorreu na Assembleia da República, a associação afirmou que este é a “tradução das necessidades instantes no quotidiano”, e que a não aceitação de numerário para pagamento constitui um “crime contra a economia popular”. Com este manifesto a associação pretende que haja ação política.
No manifesto, a associação apresenta cinco pontos que o numerário representa, sendo eles a inclusão social, uma vez que “permite que todos possam participar plenamente na sociedade”, a gratuitidade e justiça, “não há taxas nem comissões”, a liberdade de escolha, “usar numerário é um direito protegido por lei”, a segurança e resiliência, “em situações de crise, falha tecnológica e emergência, o numerário não falha”, e na privacidade e soberania, “o numerário protege a privacidade e a liberdade individual”.
Pedro Cunha referiu que apesar da transição tecnológica, o numerário ainda está muito presente na vida dos portugueses, sendo que está transição tem de ser “acautelada”. “É preciso manter o físico e o analógico presente”, sublinhou.
Para a associação o dinheiro em numerário também representa uma forma das pessoas terem mais noção do valor do dinheiro. Apesar de defender o uso de numerário, a associação salienta que não é contra o digital, contudo, deve coexistir com o numerário.

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