Governo inicia projeto-piloto para formar 100 mil trabalhadores em inteligência artificial
O Governo vai iniciar em outubro, na Região de Leiria, um projeto-piloto para incentivar as empresas a usar inteligência artificial (AI), e quer chegar a 100 mil trabalhadores em todo o país, anunciou, esta quarta-feira, 16 de setembro, o ministro da Economia.
No parlamento, na comissão da Economia e Coesão Territorial, Castro Almeida destacou que a produtividade “é um ponto essencial”, cujos maiores problemas se resolvem no interior das empresas, mas nos quais o Governo pode também ajudar numa “área fundamental” que é o incentivo ao uso de IA.
“Não há grande empresa que não esteja a fazer ações de formação massivas dos seus trabalhadores na área de IA. Mas o nosso tecido económico é constituído de muito pequenas empresas”, com uma média de três trabalhadores por empresa, “o que é muitíssimo baixo”, dificultando que estas organizações introduzam a IA nos respetivos processos produtivos, disse.
Segundo o ministro, já em outubro vai ser realizada uma sessão-piloto com formação em IA para cerca de 100 trabalhadores de diversas empresas da região de Leiria, que será um modelo para depois “escalar essa formação”, com o propósito de poder chegar a cerca de 100 mil trabalhadores” com formação na área de IA.
“Se tivermos 100 mil trabalhadores de micro, pequenas e médias empresas familiarizados com a IA e aptos a usar e introduzir IA nas suas organizações, isso será um avanço importante no percurso da produtividade”, acrescentou.
O ministro destacou que na Marinha Grande será também organizada uma ação-piloto no setor dos moldes, com formação a “cinco ou seis empresas” para ver como é que a IA pode beneficiar o processo produtivo “nas operações industriais em concreto”.
“Estas duas ações piloto vão-nos permitir tirar conclusões para organizarmos então a sua reprodução à escala nacional. (…) A ideia é ir do Minho ao Algarve fazer ações de formação nesta área de IA, que é uma área que é indispensável para quem quer aumentar a produtividade”, afirmou.
Segundo Castro Almeida, “centenas” de médias e grandes empresas estão já a ser financiadas através de apoios do IFIC – Instrumento Financeiro para a Inovação e Competitividade, com uma parte importante deste apoio para organizarem a introdução de IA nas suas organizações.
“Aplicámos nisso mais de 400 milhões de euros. Foram justamente para introdução de inteligência artificial nestas empresas”, concluiu.
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