Moçambique colocou mais de 68,6 milhões de euros em Obrigações do Tesouro em setembro
Moçambique colocou mais 5.056 milhões de meticais (68,6 milhões de euros) em operações de troca de passivos e de Obrigações do Tesouro, elevando a 50.064 milhões de meticais (680 milhões de euros), em 12 emissões, este ano.
De acordo com dados da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), as últimas duas operações foram fechadas, via bolsa, com data de 09 de setembro.
A primeira operação envolveu um leilão de troca de passivos e emissão de Obrigações do Tesouro (OT) de cerca de 4,7 mil milhões de meticais (63,9 milhões de euros), equivalente ao valor total da procura.
Já o segundo, envolveu a troca de uma OT de 2023, com maturidade este ano, no valor de 348,8 milhões de meticais (4,7 milhões de euros), igualmente o valor total da procura.
De acordo com o histórico desde o início do ano, compilado pela Lusa e incluindo as dez operações anteriores, o montante global colocado em Obrigações do Tesouro ascende agora a 54.064 milhões de meticais.
Estes leilões, todos através da Bolsa de Valores de Moçambique, têm permitido ao Estado moçambicano, sobretudo, trocar dívida que vencia este ano por nova dívida, com maturidades mais longas e taxas de juro em torno de 13%.
Moçambique prevê 18 emissões de OT em 2026, totalizando 34,2 mil milhões de meticais (467,9 milhões de euros), e nove operações de troca de emissões com vencimento este ano, no montante global de 45,7 mil milhões de meticais (625,2 milhões de euros).
Segundo um diploma do Ministério das Finanças, que regula estas operações, as emissões de “Obrigações do Tesouro – 2026” serão feitas através da BVM.
“Ao abrigo do presente diploma, o emitente poderá executar operações neutras, ou seja, de gestão do seu passivo em Obrigações do Tesouro por via de leilões de troca ou transações de recompra, sem acarretar o desgaste do limite de emissões fixado, sem prejuízo do Calendário de Emissões”, lê-se.
No documento acrescenta-se que, “para permitir flexibilidade na gestão da carteira das OT, poderão ser introduzidos leilões de reabertura, sem prejuízo do Calendário de Emissões” definido.
Já no calendário de leilões de troca de “Obrigações do Tesouro 2026” inclui-se quatro emissões de 2021, quatro de 2022 e uma de 2023, todas com vencimento previsto para este ano.
A ministra das Finanças de Moçambique, Carla Loveira, afirmou anteriormente que a sustentabilidade da dívida pública é “um dos maiores desafios” da economia moçambicana, estando em curso “reformas” para a sua gestão sustentável.
O Governo moçambicano contratou a norte-americana Alvarez & Marsal para “apoiar na elaboração do plano de reestruturação da dívida pública” e para “prestar apoio na elaboração da Estratégia da Dívida Pública 2026-2029”.
Share this content:



Publicar comentário