Petróleo e yields recuam, mercados sobem. PSI lidera ganhos europeus
As praças europeias encerraram a sessão desta quarta-feira em alta, animadas pelas quedas dos preços do petróleo e pelos recuos nos yields de dívida soberana, com ganhos generalizados a quase todos os setores. O índice nacional destacou-se e liderou as valorizações europeias, impulsionado pelas subidas da Sonae, NOS e EDP.
O índice português PSI 20 fechou nos 9.540,66 pontos, a subir 1,00% (+94,03 pontos). A Sonae liderou as subidas com um avanço de 2,21% para 2.0850 euros, seguida pela NOS SGPS que valorizou 2,17% para 5.410 euros, e pela EDP que subiu 2,15% para 4.750 euros. No sentido inverso, a Corticeira Amorim registou a maior queda, recuando 0,71% para 7,01 euros, acompanhada pela Altri, que perdeu 0,53% para 4.685 euros, e pela Galp Energia, que desceu 0,41% para 21,88 euros.
Apesar do desempenho negativo da Galp em bolsa, a petrolífera esteve no centro das atenções após a nota de research do UBS. O banco de investimento subiu o preço-alvo das ações da empresa de 23,00 euros para 25,00 euros por ação, reiterando a recomendação de compra. O preço-alvo médio atribuído pelos analistas situa-se nos 22,71 euros por ação, segundo dados da Bloomberg.
O sentimento positivo foi transversal ao Velho Continente. Segundo o comentário do Millennium investment banking, as atenções estão voltadas para as decisões de política monetária da Fed, que chegam pelas 19 horas, onde se antecipa um aumento de 25 pontos base na taxa de juro. Os investidores vão também acompanhar de perto as projeções de inflação e a evolução das expectativas da taxa de juro.
O EuroStoxx 50 avançou 0,48% para 6.266,50 pontos e o Stoxx 600 avançou 0,46%.
O FTSE 100 subiu 0,28% para 10.688,47 pontos, o CAC 40 valorizou 0,62% para 8.140,59 pontos, o DAX ganhou 0,53% para 25.537,75 pontos, o FTSE MIB registou um acréscimo de 0,80% para 51.969,12 pontos, e o IBEX 35 subiu 0,41% para 19.635,80 pontos.
No mercado de commodities, o petróleo registou fortes quedas, aliviando a pressão inflacionista. O barril de Brent caiu 3,14% para 105,33 dólares, enquanto o WTI recuou 3,92% para 101,68 dólares. No mercado obrigacionista, os yields das dívidas soberanas recuaram de forma generalizada. A yield portuguesa a 10 anos fixou-se nos 3,86% (-4,1 bps), a alemã nos 3,50% (-3,06 bps), a espanhola nos 3,97% (-4,28 bps), a italiana nos 4,36% (-5,42 bps), a francesa nos 4,46% (-3,76 bps) e a do Reino Unido nos 5,30% (-9,48 bps).
O contexto macroeconómico e geopolítico continua dominado pela expectativa em torno da Reserva Federal norte-americana. A descompressão nos preços da energia, com o petróleo a recuar mais de 3%, está a funcionar como um catalisador positivo para os mercados acionistas, ao mesmo tempo que alivia as pressões sobre as cadeias de abastecimento e as expectativas de inflação a médio prazo, num cenário geopolítico que continua a exigir cautela dos investidores.
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