Salários dos administradores não executivos na banca e seguros nacionais sobem 6,9% para 277 mil dólares, segundo EY
A remuneração média dos administradores não executivos no setor financeiro português registou um aumento de 6,9% em 2025, atingindo os 277 mil dólares (cerca de 259 mil dólares em 2024), segundo os dados do mais recente estudo EY Global Financial Services Boardroom Monitor.
Apesar da subida impulsionada pela maior complexidade regulatória e tecnológica do setor, o crescimento no mercado português ficou aquém do ritmo observado na Europa, onde os vencimentos médios dispararam 10% para os 314 mil dólares.
A nível continental, a Europa liderou a valorização das remunerações nos órgãos de administração face às regiões da América do Norte (+4,5%) e Ásia-Pacífico (+4,7%). Com este desempenho, a discrepância salarial europeia face à praça norte-americana encolheu para apenas 10,5%.
Este investimento na atração de talento responde à forte concorrência global por perfis qualificados em gestão de risco, tecnologia e regulação. Paralelamente, o relatório da consultora alerta para o agravamento das desigualdades remuneratórias.
A Europa continua a apresentar a maior disparidade salarial de género nos conselhos de administração do setor financeiro, com as administradoras não executivas a auferirem, em média, menos 38,9% do que os seus congéneres masculinos. A diferença é substancialmente superior à registada na Ásia-Pacífico (30,2%) e contrasta drasticamente com a América do Norte, onde o hiato de género se fixa nos 7,1%.
O estudo salienta ainda a crescente valorização do cargo de presidente do conselho de administração (chairman). Em termos globais, a remuneração dos presidentes subiu 13,7% em 2025 — mais do dobro da progressão registada pelos restantes administradores não executivos —, passando a auferir 2,5 vezes mais do que os demais membros do órgão. A Europa foi o motor deste crescimento, com os ordenados dos presidentes a registarem uma subida próxima dos 20% num único ano.
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