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Suécia: bloco da esquerda conseguiu vencer as eleições

Suécia: bloco da esquerda conseguiu vencer as eleições

No final de três dias de nervos, os suecos foram finalmente informados de que o bloco de esquerda – que agrega os social-democratas, maioritários no novo parlamento – vendeu as eleições ao bloco de direita. Partindo da oposição, a esquerda conseguiu suplantar o até agora primeiro-ministro, lf Kristersson, que se preparava para abrir a coligação a uma participação mais impositiva da extrema-direita.
Não é isso que vai acontecer – mas a verdade é que ninguém sabe ao certo qual será o perímetro da coligação que a futura primeira-ministra, Magdalena Andersson, que regressa ao cargo, irá tentar formar. Em princípio, e segundo a imprensa sueca, terá que se valer do Partido do Centro para conseguir agregar em seu torno os 175 lugares que a esquerda conseguiu assegurar – apesar da distância política que o separa dos social-democratas.
O bloco de direita acabou por assegurar 174 lugares – mais um que aquilo que era a sua expectativa na passada segunda-feira. O que quer dizer que os votos externos e os por correio determinaram um equilíbrio ainda maior que o que se registava antes. Apenas 26.169 votos separavam os dois blocos a meio da tarde desta quarta-feira, 16 de setembro, mas com menos de 1% dos distritos ainda para contar, os partidos liderados pela líder da oposição Magdalena Andersson estavam prestes a conquistar 175 lugares no Riksdag (o parlamento sueco, num total 349 cadeiras).
O sistema de votação sueco é, no mínimo, surpreendente. Todos os 349 lugares do parlamento foram atribuídos provisoriamente com base numa contagem preliminar, uma vez que o sistema determina que os mandatos são distribuídos imediatamente após contagem dos distritos eleitorais mais importantes. Mas nenhum destes lugares está à partida formalmente garantido. A atribuição de mandatos funciona através de um sistema de representação proporcional complexo, que inclui 310 deputados eleitos por círculos eleitorais fixos e 39 lugares de ‘compensação’, destinados a garantir que a distribuição final reflete fielmente a percentagem nacional de votos em cada partido.

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