Banco de Inglaterra destoa de BCE e Fed e mantém juros inalterados
O Banco de Inglaterra (BoE) destoou do Banco Central Europeu (BCE) e da Reserva Federal ao manter os juros inalterados esta quinta-feira, em linha com o esperado pelo mercado. A decisão não foi unânime, com três dissidentes que preferiam uma subida de 25 pontos base (pb) perante uma inflação que continua sem baixar.
A probabilidade implícita atribuída pelo mercado a uma reunião sem mudanças nos juros era de 76% na antecâmara do encontro, de acordo com os dados da LSEG citados pela CNBC. Desde o final do ano passado que as taxas de referência para a economia inglesa não mexem, depois de uma descida de 25 pb em dezembro.
Os juros diretores para o Reino Unido mantêm-se assim em 3,75%, ou seja, ainda acima da inflação. A leitura mais recente do indicador de preços aponta para uma inflação homóloga de 3,1% em agosto, fruto de uma aceleração há dois meses em relação aos 2,6% verificados em junho.
Tal como na maioria das economias mais desenvolvidas, a componente energética tem sido a principal responsável pelas renovadas pressões inflacionistas que se têm feito sentir no Reino Unido. O preço dos combustíveis acelerou de 15,5% para 23% de variação homóloga em agosto, sendo que o indicador subjacente se manteve inalterado pelo quinto mês seguido em 2,6%.
O BoE fica, portanto, em contracorrente em relação aos seus homólogos europeu, norte-americano e, esperam os mercados, japonês. O BCE subiu juros em 25 pb este mês depois de já ter optado por igual medida em junho, enquanto a Fed tinha decretado um aumento de igual magnitude ao europeu no dia anterior à decisão britânica. Já o Banco do Japão (BoJ) deve subir taxas esta sexta-feira até máximos de três décadas.
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