Casa Branca deplora subida da taxa de juro pela Reserva Federal
A Casa Branca deplorou quarta-feira (16 de setembro) a decisão “infeliz” da Reserva Federal (Fed) de subir a sua taxa de juro de referência.
Kush Desai, um dos porta-vozes de Donald Trump, afirmou, na estação televisiva Fox News, que “a decisão infeliz da Reserva Federal de subir a taxa de juro hoje não se apoia em um raciocínio económico particularmente convincente”.
Antes, o presidente do banco central dos EUA, a Reserva Federal (Fed), Kevin Warsh, considerara que a inflação “está muito elevada, desde há muito”, ao justificar a decisão de subir a taxa de juro de referência.
“Os riscos de inflação estão em alta”, disse na conferência de imprensa depois do fim da reunião de dois dias do comité de política monetária, “enquanto os ligados ao mercado de trabalho estão equilibrados”, o que permite à Fed focar-se na aceleração dos preços.
Warsh fez questão de garantir que a decisão do banco central foi tomada apenas e só por si, sem qualquer influência externa.
Em resposta a uma questão sobre a política comercial de Donald Trump, vincou que a Fed deve “ficar no seu corredor” e não interferir com o governo.
“A independência da Reserva Federal consiste nomeadamente em ficar no seu corredor”, acentuando que “a independência vale nos dois sentidos”, pelo que, concluiu: “Deixamos os que decidem a política comercial e orçamental ficarem também nos seus corredores”.
A decisão de hoje (16 de setembro) coloca a taxa de juro de referência da Fed no intervalo entre 3,75% e 4,00%.
Os analistas já antecipam uma deterioração da relação entre Warsh e Trump, uma vez se admitem mais subidas até ao final do ano e este já pediu em várias ocasiões ao presidente da Fed que, pelo contrário, a baixe.
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