Chega vai avançar com novo requerimento para CPI a Luís Neves
O Chega vai avançar com uma nova comissão parlamentar de inquérito (CPI) ao mandato do ministro da Administração Interna, Luís Neves, como diretor da PJ, depois das mais recentes polémicas.
A confirmação é feita depois do líder do partido, André Ventura, ter estado reunido com o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, para discutir a decisão de recusa do Parlamento dobre a comissão de inquérito ao ministro da Administração Interna, Luís Neves.
No novo requerimento, André Ventura afirmou que o partido vai “delimitar um pouco mais o objetivo” da CPI, e assim ir de encontro às preocupações levantas pelo presidente da Assembleia da República.
Entre as preocupações levantadas por Aguiar-Branca estava o não interferir com outras investigações e instâncias criminais. Perante estas preocupações Ventura afirma que o partido tem duas opções, ou “desistimos, porque o Presidente da Assembleia da República não deixa, ou avançamos e temos que amenizar um pouco o nosso requerimento”.
Assim, o partido vai optar por apresentar um novo requerimento.
Apesar de ter recusado o requerimento do Chega, por considerar que este, mesmo depois da sua correção, mantinha “inconformidades”, Aguiar-Branco aceitou o requerimento do Juntos pelo Povo (JPP), por considerar que este cumpre os requisitos legais e constitucionais.
Em declarações aos jornalistas, na quarta-feira, 16, Aguiar-Branco afirmou que “não está em causa impedir a CPI. Está em causa garantir que tem regras, as que resultam da Constituição e da Lei”.
Para haver uma CPI, é necessário que esta seja aprovada em plenário.
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