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Energia: Governo avança com novo apoio aos setores mais expostos e alarga passe verde para ferrovia

Energia: Governo avança com novo apoio aos setores mais expostos e alarga passe verde para ferrovia

Além das medidas já anunciadas, tanto para o ISP, como do lado fiscal e das pensões, o primeiro-ministro anunciou esta quinta-feira mais uma série de apoios, incluindo específicos para a questão energética. O Governo irá passar a apoiar as indústrias e setores mais expostos à subida dos custos dos combustíveis, além de disponibilizar um passe verde para a ferrovia.
Na conferência de imprensa marcada para as 20 horas, Luís Montenegro anunciou novos apoios além dos que já haviam sido avançados na semana anterior, com destaque para novo apoio às indústrias mais expostas à questão energética. No detalhe, serão 38 milhões de euros para “assegurar a continuidade de serviços de transporte, proteção civil e resposta social”, lê-se no site do Executivo.
“Vamos reeditar este apoio com o objetivo de limitar o impacto da subida dos custos energéticos”, explicou o primeiro-ministro, acrescentando que este acresce ao apoio de 10 cêntimos por litro no gasóleo agrícola.
“Do total, 30 milhões de euros destinam-se ao transporte de mercadorias e pronto-socorro, com apoios entre 118,20 euros e 457,80 euros por veículo, consoante o peso bruto. O transporte público rodoviário de passageiros recebe 5 milhões de euros, correspondentes a 420 euros por autocarro”, detalha o comunicado do Governo.
Além disto, ficam 3 milhões de euros destinados a táxis, bombeiros e setor social.
“O apoio é de 120 euros por táxi, de 120 ou 360 euros por veículo dos bombeiros, consoante a tipologia, e de 600 euros por entidade do setor social”, completa a nota.
A outra medida destinada a conter os efeitos da escalada de preços dos combustíveis e energia é o alargamento do passe verde para a ferrovia, que passa agora a abranger os comboios urbanos de Lisboa e do Porto e a Fertagus. Tal permite viajar pelas linhas ferroviárias do país por 20 euros mensais, excluindo o Alfa Pendular e a 1ª classe dos Intercidades.
“A poupança pode atingir 480 euros por ano para quem acumulava o Passe Ferroviário Verde com um passe metropolitano e 240 euros anuais para quem possa substituir o Navegante ou o Andante pelo título ferroviário”, refere a nota do Executivo. A medida deverá custar 1,5 milhões de euros anuais aos cofres do Estado.
Reforçando que o Estado não está a arrecadar receita extra com a subida de preços, Montenegro garantiu plena confiança em que este é “o caminho certo” em termos políticos.
“Não trocamos este rumo por nenhum outro de nenhum Estado-membro da UE”, atirou, numa clara alusão às comparações entre a situação fiscal em Portugal e Espanha na vertente energética. “Não troco mais cêntimos de desconto no ISP por mais impostos, mais défice, mais divida que teríamos de pagar no futuro”, acrescentou.
[notícia atualizada às 20h24]

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