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Morningstar DBRS: “Juros mais elevados estão a criar resultados distintos entre classes de ativos”

Morningstar DBRS: “Juros mais elevados estão a criar resultados distintos entre classes de ativos”

A vice-presidente sénior de Crédito Corporativo de Mercados Privados da Morningstar DBRS, Erin Davis, defendeu esta quinta-feira 17 de setembro que as taxas de juro mais elevadas “estão a criar resultados de crédito distintos” entre as diferentes classes de ativos empresariais, nos Estados Unidos e na Europa.
A pressão mais imediata está a ir para os emitentes de crédito privado, assinalou, porque as taxas mais elevadas são “rapidamente transferidas” para as obrigações de dívida com taxa flutuante, enquanto o financiamento de projetos “enfrenta desafios crescentes” de refinanciamento e maior seletividade dos credores.
Quanto aos grandes emitentes empresariais “continuam relativamente protegidos” no curto prazo devido às estruturas de dívida com taxa fixa, embora taxas mais elevadas prolongadas “ainda possam pressionar” o desempenho operacional, a flexibilidade financeira e os perfis de crédito futuros.
“Como as condições de financiamento permanecem restritivas, a diferenciação do crédito irá provavelmente acentuar-se cada vez mais entre os setores e os emitentes”, sublinhou.
Na nota da Morningstar DBRS é referido ainda que o “forte aumento” dos custos globais de empréstimos desde 2020 “está a remodelar” os mercados de crédito empresarial, com impactos diferenciados consoante os mutuários. “Como as taxas de juro permanecem estruturalmente mais elevadas do que os níveis pré-pandemia, compreender quais as classes de ativos mais vulneráveis ​​tornou-se cada vez mais importante para os investidores, credores e decisores empresariais”, assinalou.

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