A carregar agora

BlackRock financia operações da TotalEnergies em África com 1,5 mil milhões

BlackRock financia operações da TotalEnergies em África com 1,5 mil milhões

A gigante energética francesa TotalEnergies anunciou hoje um acordo com a maior gestora de ativos do mundo, a BlackRock, que lhe permite receber 1,8 mil milhões de dólares [1,5 mil milhões de euros] para os projetos em África.
“A TotalEnergies celebrou um acordo de parceria com a Global Infrastructure Partners (GIP), parte da BlackRock, relativo às participações da TotalEnergies em alguns ativos de infraestruturas de petróleo e gás em África”, lê-se num comunicado da empresa francesa.
O acordo estabelece que “em troca de uma contribuição de capital no valor de 1,8 mil milhões de dólares [1,5 mil milhões de euros], a TotalEnergies pagará à GIP uma tarifa baseada no volume de tráfego durante um período de até 15 anos”.
O comunicado não anuncia quais os projetos nem quais os países, referindo apenas que se destinam aos investimentos que a empresa francesa tem em mais de metade dos países africanos.
“Estamos satisfeitos por reforçar a nossa relação com a GIP através deste acordo de infraestruturas, que concretiza o valor de alguns dos nossos ativos de infraestruturas de ‘midstream’ [transporte e armazenamento de petróleo ou gás] em África”, afirmou o diretor financeiro da TotalEnergies, Jean-Pierre Sbraire, citado no comunicado.
A TotalEnergies é uma das maiores produtoras de petróleo e gás do mundo, sendo igualmente um dos maiores intervenientes no setor em África, incluindo nos lusófonos Moçambique e Angola.
Em Angola, a petrolífera francesa é responsável por cerca de metade da produção de petróleo e gás, sendo a principal empresa do setor a operar no país.
Recentemente, comprometeu-se a investir mais de 10 mil milhões de dólares, cerca de 8,7 mil milhões de euros, nos próximos cinco anos, o que deverá alargar a presença num país onde já tem cerca de 1.500 trabalhadores.
Em Moçambique, a TotalEnergies é a principal promotora do projeto de exploração de gás natural na bacia do Rovuma, o Mozambique LNG, um investimento de 20 mil milhões de dólares, aproximadamente 17,5 mil milhões de euros, que pode colocar o país lusófono entre os principais produtores de gás do mundo e que é essencial para acelerar o desenvolvimento económico.

Share this content:

Publicar comentário