IL critica Governo sobre combustíveis: “Não está a fazer nada para compensar os portugueses”
A líder da Iniciativa Liberal (IL), Mariana Leitão, disse, este sábado, que apesar do Governo afirmar que não está a ganhar com o preço dos combustíveis, também não está a fazer nada para compensar os portugueses.
Quando questionada sobre o aumento do preço dos combustíveis, Mariana Leitão lembrou que “a proposta da IL que foi aprovada em maio deste ano já podia ter baixado o preço dos combustíveis em 30 cêntimos por litro”. “Portanto, os portugueses já poderiam ter poupado imenso, estamos a falar de 800 milhões nestes meses, coisa que não aconteceu”, disse.
“Portanto, enquanto o Governo não tomar uma medida efetiva ou pelo menos implementar a medida que a IL fez aprovar no Parlamento, os portugueses vão continuar a ser castigados cada vez que o preço dos combustíveis aumentam”, assegurou.
Além disso, recordou que “o Governo diz que não está a fazer dinheiro com estes aumentos, mas a verdade é que também não está a fazer nada para compensar os portugueses que estão a perder e a perder muito cada vez que o preço dos combustíveis aumenta”.
Os preços dos combustíveis vão subir na próxima semana. De acordo com a Automóvel Clube de Portugal, a ACP, o gasóleo deve subir 8,5 cêntimos, enquanto a gasolina deve subir 6,5 cêntimos já na próxima segunda-feira.
A 9 de setembro, a ministra do Ambiente assegurou que “desde que começou a crise, desde 28 de fevereiro, o Governo não lucrou com o aumento dos combustíveis”.
Sobre as medidas avançadas pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, na quinta-feira, Mariana Leitão considerou que “Não são suficientes, estamos a falar de paliativos”.
“Por exemplo no caso do IRS estamos a falar de algo, de quem por exemplo ganha mil euros representa um alívio de um euro por mês. Não é com um euro que vai fazer a diferença na vida das pessoas”, frisou.
Na quinta-feira, o Governo aprovou uma nova descida das taxas IRS entre 0,3 e 0,5 pontos percentuais (p.p9 até ao 6.º escalão de rendimentos, que abrange salários brutos até 3.371 euros ou rendimentos coletáveis até aos 43.090 euros anuais.
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