Primeiras projeções dão vitória à AfD em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental
O partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) venceu as eleições regionais no estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, de acordo com as primeiras projeções.
Friedrich Merz, chanceler da Alemanha, reconheceu a dimensão da derrota da CDU em Mecklenburg-Pomerânia Ocidental, classificando o resultado como “um desastre”.
“Não podemos maquilhar os resultados. A CDU lutou arduamente, mas acabou esmagada pelo confronto crescente entre o SPD e a AfD”, afirmou o chanceler alemão após a divulgação das primeiras projeções.
De acordo com a projeção da Forschungsgruppe Wahlen para o ZDF, avançada depois do fecho das urnas, às 18h00 locais (17:00 de Lisboa), a AfD terá alcançado os 38%, mais do que duplicando o resultado de há cinco anos (16,7%), e superou os sociais-democratas do SPD (socialistas, centro-esquerda), que terão obtido 36,5%.
Ainda de acordo com esta projeção, o partido A Esquerda é a terceira força política, com 6%, à frente dos Verdes, com 5,5%, e só depois surgem os conservadores da União Democrata-Cristã (CDU), com 5%, no limiar para a eleição para o parlamento estadual, naquele que é o pior resultado do partido em eleições estaduais desde a II Guerra Mundial, o que deixa o chanceler Friedrich Merz numa situação ainda mais delicada.
Apesar do triunfo, a AfD não tem condições para governar em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, já que deverá eleger 27 ou 28 deputados, aquém dos 36 assentos necessários para uma maioria absoluta, e todos os outros partidos rejeitam liminarmente coligações com a extrema-direita.
A solução governativa deverá assim passar por uma nova coligação liderada pelo SPD, atualmente no poder com a Esquerda, e cuja líder, Manuela Schwesig é ministra-presidente deste estado no nordeste da Alemanha, da antiga RDA.
As eleições de hoje em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental eram aguardadas com grande expectativa face ao crescente sucesso da extrema-direita na Alemanha e à retumbante vitória alcançada pela AfD há apenas duas semanas nas eleições na Saxónia-Anhalt (também no Leste da Alemanha), com 43,8% dos votos, o maior triunfo eleitoral da história do partido.
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