Gestor Paulo J. Cruz vai liderar plataforma dedicada à industrialização do desporto em África
Paulo J. Cruz, gestor com uma sólida experiência no desenvolvimento de infraestruturas no continente africano, foi nomeado CEO fundador do African Collaborations Group (ACG), plataforma estratégica dedicada à industrialização do desporto nascida de um grupo de trabalho da FIFA.
“O nosso compromisso é apoiar o desenvolvimento de África através do desporto e do entretenimento, com infraestruturas que criem emprego e oportunidades para os jovens. Respeitando as comunidades locais e as suas prioridades, queremos que uma maior parte do valor gerado pelo talento africano permaneça no continente e contribua para a sua prosperidade”, lê-se numa publicação feita no LinkedIn do executivo luso-holandês.
O anúncio foi feito esta segunda-feira, 21 de setembro, após um processo de seleção de executivos que durou quatro meses.
Com a missão atribuída de liderar o desenvolvimento de projetos desportivos e de entretenimento em África, Paulo J. Cruz irá trabalhar “em estreita parceria com governos soberanos, instituições financeiras de desenvolvimento (IFD), investidores privados, dirigentes desportivos e de entretenimento e instituições académicas de referência para estruturar projetos a nível distrital que sejam passíveis de investimento e concretização em grande escala”.
Citado na mesma nota, Paulo Cruz sublinha que “a infraestrutura é o pré-requisito para a industrialização do desporto em África – sem ela, toda a cadeia de valor permanece teórica. Os atletas precisam de locais para treinar, competir e desenvolver-se”.
“Os organismos que regem o desporto necessitam de recintos que cumpram as normas internacionais. As empresas de radiodifusão, os patrocinadores e os organizadores de eventos necessitam de instalações capazes de gerar valor comercial. Todos os fluxos de receitas da economia do desporto dependem, em última análise, das infraestruturas existentes e do seu funcionamento. No entanto, a forma como essa infraestrutura é originada determina se se torna um motor económico ou um fardo fiscal. Em toda a África, demasiadas instalações desportivas foram construídas isoladamente – um estádio entregue para um único evento e deixado a deteriorar-se numa fração da sua capacidade, drenando as finanças públicas em vez de gerar retorno”. O ACG, fundado no ano passado pelo empreendedor Nicolas Pompigne-Mognard, “existe para mudar essa equação”, sublinha.
O modelo do ACG alinha-se com as linhas estratégicas definidas no Grupo de Trabalho da FIFA em 2022 para o desenvolvimento de infraestruturas em África, seguindo a visão do presidente da FIFA, Gianni Infantino, de um estádio que cumpra as normas da FIFA em todos os países africanos.
Paulo J. Cruz inicia funções no ACG após quatro anos como vice-presidente sénior do Grupo DAMAC, promotor imobiliário privado do Médio Oriente. De acordo com a plataforma, o novo dirigente concebeu ou estruturou, ao longo dos últimos quase 30 anos, “projetos que variaram entre 50 milhões de dólares e mais de cinco mil milhões de dólares em África, no Médio Oriente e na Europa, acompanhando as iniciativas desde a fase inicial de conceção até à sua concretização”.
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