REN: Ministra do Ambiente diz que o país não pode ter infraestruturas críticas dependentes de potências estrangeiras
A ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, defendeu esta segunda-feira, 21 de setembro, a importância da presença do Estado no capital da REN e que o país não pode ter infraestruturas críticas dependentes de potências estrangeiras.
“A REN é uma aposta importantíssima e a presença do setor público, do Estado, na REN é importantíssima do ponto vista estratégico, do ponto vista da segurança nacional, da soberania nacional. Não podemos ter as nossas infraestruturas críticas de eletricidade e gás e armazenamento de gás completamente dependentes de potências estrangeiras, disse Maria da Graça Carvalho.
A ministra do Ambiente falava em Soure, no distrito de Coimbra, durante uma visita às obras de intervenção que decorrem no rio Arunca, depois da passagem das tempestades do início do ano, integrada do Dia do Município, em que recebeu a Medalha de Ouro.
Questionada sobre o pagamento de 64 milhões de euros em prémio no negócio da REN, a governante recusou fazer comentários, remetendo para o ministro das Finanças que irá em breve ao parlamento explicar toda a operação.
Aos jornalistas, a ministra defendeu que a presença do Estado na REN não resulta de desconfiança em relação aos investidores, notando o que acontece com as empresas europeias de transporte de eletricidade.
“Não é que desconfiemos de ninguém, temos boas relações com todo mundo, mas o Estado também tem que lá estar. Não há nenhuma das 40 empresas de transporte de eletricidade da Europa alargada que não tenha a participação do Estado. Era só Portugal”, referiu.
De acordo com a ministra, o Estado tem que ter “uma forte palavra a dizer” nas grandes decisões da eletricidade e do gás, considerando que o papel do regulador não substitui a sua presença.
“Tínhamos uma palavra através de um regulador. É um regulador independente, em que nós temos uma excelente relação e que tem feito um excelente trabalho, mas a nossa posição no mundo de hoje tem que ser mais presente nestas instituições”, referiu.
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