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Defesa: Melo destaca 8,3% de participação de indústrias portuguesas nas novas fragatas

Defesa: Melo destaca 8,3% de participação de indústrias portuguesas nas novas fragatas

O ministro da Defesa, Nuno Melo, disse, esta terça-feira, 22 de setembro, que a participação da indústria nacional no processo de aquisição de novas fragatas a Itália representa 8,3%, no valor estimado de 325 milhões de euros.
“Tenho também outros dados que posso dar sobre a incorporação das indústrias de defesa portuguesas: 8,3% de incorporação nacional em ‘workshare’, 325 milhões de euros”, adiantou o ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, numa audição parlamentar na Assembleia da República, sobre o negócio de aquisição de três fragatas de nova geração italianas, adquiridas por Portugal no âmbito dos empréstimos europeus do Instrumento de Ação para a Segurança da Europa (SAFE).
Nuno Melo, que referiu estar em causa “um grande retorno para a economia nacional”, enumerou algumas das empresas portuguesas que estarão envolvidas neste processo, como a Critical Software, a quem caberá o desenvolvimento de “sistemas de combate e software operacional”, simuladores pela ETI, drones pela Tekever ou “sistemas integrados de comunicações” pela EID.
O governante detalhou ainda as parcelas correspondentes ao valor total para a compra das fragatas (3,9 mil milhões de euros): o valor unitário de cada equipamento corresponde a 893 milhões de euros, com 63 milhões de alterações, o que totaliza 960 milhões por fragata.
A este valor acresce a sustentação do ciclo de vida das fragatas com 461 milhões; em armamento (como mísseis e munições) estão incluídos 310 milhões; 130 milhões irão para a “adequação da base naval”; para “capacitação da Marinha e Arsenal e formação de pessoal” 95 milhões; e em simulação e treino serão investidos 38 milhões.
No total, a aquisição ascende aos 3.914 milhões de euros, detalhou o ministro.
O início da audição foi marcado por uma forte troca de acusações entre o ministro da Defesa, PSD e CDS-PP por um lado, e o Chega, por outro, com Nuno Melo a acusar André Ventura e Pedro Frazão de terem sido responsáveis por uma “difamação miserável” e de trazerem “o lamaçal” para o debate político. O ministro já anunciou que irá processar judicialmente estes dois deputados pelas alegações de “negociatas” e corrupção no âmbito deste negócio.
Nuno Melo reiterou que o SAFE é um processo de aquisição que assenta no relacionamento entre estados, sem “empresas intermediárias” – depois de ter sido noticiado um alegado afastamento à última hora da empresa portuguesa NTG, que participaria como intermediária da operação, levou essa empresa a perder 90 milhões de euros em comissões, algo entretanto negado pelo Ministério e pela própria empresa.

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