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Relatório do FEM diz que economia mundial vai estabilizar ou melhorar em 2027

Relatório do FEM diz que economia mundial vai estabilizar ou melhorar em 2027

Mais da metade dos economistas chefes inquiridos pelo Fórum Económico Mundial (World Economic Forum, WEF) estimam que a evolução da economia mundial tenderá a estabilizar ou melhorar no próximo ano, foi anunciado esta terça-feira, 22 de setembro
Segundo a última edição do ‘Relatório de Perspetivas dos Economistas Chefes’ do WEF, hoje divulgada, esta é uma mudança importante em relação às perspetivas de maio que refletiam uma esmagadora maioria a prever um agravamento do crescimento.
O documento, elaborado entre 04 e 20 de agosto de 2026, afirma que 56% dos entrevistados espera boas perspetivas para a economia, em comparação com 89% que em maio determinou que o crescimento global iria enfraquecer nos próximos doze meses.
Apesar desta melhoria nos dados, a pesquisa também indica que, para praticamente todos os economistas consultados (96%), os conflitos geopolíticos constituem uma fonte “provável” de incerteza para o próximo ano e 58% prevê correções nos preços dos ativos, enquanto apenas um quarto considera que a economia mundial será mais resiliente.
“Os principais economistas preveem que a economia mundial se vai estabilizar, mas ainda há grande incerteza devido à volatilidade da situação geopolítica, às possíveis correções dos preços dos ativos, ao maior exame dos investimentos em inteligência artificial (IA) e às constantes pressões sobre o custo de vida”, indicou o diretor de Crescimento e Transformação Económica do WEF, Attilio Di Battista.
Outro dos alertas do relatório aponta para o enfraquecimento do apoio orçamental impulsionado nos últimos anos pelos governos, desde a crise da covid-19.
Para 69% dos entrevistados, esse apoio tem sido o principal instrumento de resiliência para a economia mundial desde 2020, enquanto apenas 28% prevê que terá essa mesma função nos próximos 12 meses.
“O apoio dos governos tem sido crucial para enfrentar as sucessivas crises, mas é provável que a capacidade orçamental esteja mais restrita a partir de agora. Neste momento, a prioridade é consolidar os alicerces da resiliência antes que ocorra o próximo choque”, acrescentou Di Battista.
Cerca de 97% dos economistas prevê uma maior adoção da IA durante o próximo ano e 69% consideram que a ferramenta impulsionará um forte aumento da produtividade.
Cerca de oito em cada dez especialistas (78%) estimaram que o investimento em centros de dados contribuirá de forma significativa para o crescimento mundial.
Apesar disto, 79% antecipa uma forte rejeição nas comunidades locais perante a expansão daquelas infraestruturas e 61% não prevê uma criação de emprego significativa em escala global, além de advertir para uma maior pressão sobre o fornecimento de eletricidade (78%) e de água (58%).
Quanto à competição entre os Estados Unidos e a China, praticamente sete em cada dez inquiridos consideraram que os modelos do gigante asiático igualarão os desenvolvidos na maior economia mundial nos próximos doze meses.
O estudo do WEF revela que 77% dos economistas projetam um aumento da fragmentação geoeconómica, com 55% a antecipar aumentos tarifários nos Estados Unidos e 43% na Europa.
Dessa forma, a Índia, o Sudeste Asiático, a Ásia Central e os EUA destacam-se como as áreas geográficas que registam as previsões mais favoráveis, enquanto a Europa se posiciona como a região com o pior desempenho previsto, dado que 61% prevê um crescimento fraco ou muito fraco.
Em relação ao custo de vida, os economistas advertem que os bens que mais vão encarecer são os alimentos (88%), a eletricidade (83%) e o transporte (77%), o que reduzirá os rendimentos reais.
Para mitigar esta situação, os especialistas preveem que as medidas governamentais mais prováveis serão a redução fiscal em bens básicos (60%) e as ajudas diretas ao consumo (54%).

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