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FIA diz que WRC tem “muitos contactos, mais do que 10″: ver para crer…

FIA diz que WRC tem “muitos contactos, mais do que 10″: ver para crer…

A FIA revela ter recebido pelo menos 10 manifestações de interesse de preparadores com vista a eventuais participações no Campeonato do Mundo de Ralis a partir de 2027. O novo quadro regulamentar técnico, com uma vigência prevista de uma década, tem como objetivos reduzir os custos, aumentar a flexibilidade para as equipas e atrair novos fabricantes e estruturas privadas independentes.O número avançado mede a intenção e a atratividade do regulamento, mas o sucesso efetivo dependerá da execução e do compromisso financeiro e técnico dos candidatos até 2027.
O regulamento técnico estipula que os carros terão um teto de custo fixado em 345 mil euros (já se fala em ‘derrapagens’ para 400.000€), produzirão cerca de 300 cavalos-vapor de potência, contarão com um chassis tubular (space frame) e incorporarão componentes selecionados dos carros da categoria Rally2. As regras permitirão exclusivamente motores de combustão interna (ICE), embora existam previsões para introduzir motorizações alternativas numa fase posterior ao longo dos 10 anos de vigência, talvez mesmo já em 2029.
Segundo Xavier Mestelan Pinon, responsável da FIA, o modelo centrado nos preparadores representa uma abordagem totalmente nova para a entidade no âmbito dos ralis. “O lado dos preparadores é completamente novo para a FIA nos ralis para ter um preparador a homologar um carro e é um sucesso massivo. Temos muitos contactos, mais do que 10”, afirmou, acrescentando que, embora nem todos venham a finalizar o projeto, existe um trabalho em curso para acompanhar os interessados e ultimar os detalhes técnicos restantes.
Incerteza dos construtores atuaisO impacto real na competição depende também da permanência da Toyota, Hyundai e M-Sport Ford (que ainda não confirmaram a sua continuidade), correndo-se o risco de eventuais novas entradas apenas servirem para compensar saídas.
Sinal de interesse vs. compromisso realOs “mais de 10 contactos” recebidos pela FIA refletem o interesse provocado pelos novos regulamentos do WRC para 2027, mas não garantem dez novas equipas ou carros no campeonato, tratando-se apenas de abordagens preliminares.Existe uma diferença substancial entre manifestar interesse e chegar à competição. O processo exige estudos de viabilidade, financiamento, construção de protótipos, testes e homologação, etapas onde muitos projetos acabam por ser abandonados.Apesar do teto regulamentar de 345 mil euros para a viatura, disputar um campeonato implica despesas muito superiores com logística, desenvolvimento contínuo, pessoal, combustível e testes.O projeto só se torna concreto quando houver financiamento assegurado, testes de protótipos em curso, fornecedores definidos, encomendas de clientes ou pedidos formais de homologação.A própria FIA admite que nem todos os interessados irão concluir o processo, pelo que o número divulgado visa sobretudo promover o dinamismo do regulamento e não prever a grelha final.
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