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Ministro das Finanças diz que “circunstâncias são diferentes” de quando defendeu descida do IVA dos combustíveis

Ministro das Finanças diz que “circunstâncias são diferentes” de quando defendeu descida do IVA dos combustíveis

O ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, defendeu esta quarta-feira, 23 de setembro, que as circunstâncias em que defendeu a descida do IVA dos combustíveis quando estava na oposição, em 2022, “são completamente diferentes” das atuais.
Falando aos jornalistas na Assembleia da República, o governante rejeitou uma contradição entre o que defendia na oposição e o que aplica atualmente no Governo, porque as “circunstâncias são completamente diferentes”.
O ministro das Finanças justificou que em agosto de 2022, quando era líder parlamentar do PSD, a inflação “estava em torno dos 9%” e “agora está em torno dos 3%, está a ser, sensivelmente, um terço do que era na altura”.
“A inflação de bens energéticos estava perto dos 25%, agora está, sensivelmente, a 12%, então está a metade, e a inflação de bens alimentares estava em torno de 12% e agora está perto dos 2,5%, portanto estava em cerca de um quinto. Adicionalmente a isso, a receita fiscal em 2022, só a receita fiscal, sem contar com a Segurança Social, cresceu em torno dos 20%, agora está a crescer cerca de 5%”, referiu.
Joaquim Miranda Sarmento defendeu que no que toca à “diferença de preços, essa circunstância também é diferente”.
“E, portanto, nós temos circunstâncias diferentes e temos formas de resposta diferentes”, argumentou.
O ministro das Finanças disse que as propostas da oposição para baixar o IVA dos combustíveis e para eliminar esta taxa nos bens alimentares essenciais teriam um custo de “cerca de 2 mil milhões de euros durante um ano inteiro, 1.200 milhões no IVA dos combustíveis, 800 milhões no IVA do cabaz alimentar”.

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