PS acusa Governo de não ouvir empresas e setores afetados pela crise inflacionista
O PS acusou, esta quarta-feira, 23 de setembro, o Governo de não ouvir empresas e setores afetado pela crise inflacionista, considerando que os socialistas são a alternativa ao caminho de “insensibilidade e incompetência” do executivo e à “irresponsabilidade orçamental” do Chega.
O dirigente nacional do PS João Torres falava aos jornalistas após uma reunião, na sede do partido, em Lisboa, sobre os impactos da crise com representantes dos setores da agricultura, produção agroalimentar, distribuição, comércio e transportes.
“Parece-me muito claro que este Governo tem ouvido pouco e essa é talvez das marcas mais negativas, mais nocivas que um Governo pode deixar numa crise”, criticou.
Admitindo que é um “desafio enfrentar uma crise de natureza inflacionista”, para João Torres “o pior comportamento e a pior atitude que pode ter um Governo nestas circunstâncias é a de negar o problema”, acusando o Governo de “não ouvir e envolver estruturalmente diferentes contributos” das empresa e dos setores afetados.
O PS insistiu nas acusações ao executivo de Montenegro de “profunda insensibilidade, quer económica, quer social”.
“O país, felizmente, não está condenado a escolher entre um caminho de profunda insensibilidade social e de incompetência, que é aquele preconizado pelo Governo, e um caminho de profunda irresponsabilidade política, económica e orçamental, preconizado pela extrema-direita no nosso país”, considerou.
Segundo João Torres, “há um caminho de responsabilidade”, que é aquele que diz que o PS defende, que pede “a adoção de mais medidas” para mitigar o aumento do custo de vida, mas “dentro de princípios muito firmes de responsabilidade orçamental e financeira”.
“Não é, nem será nunca, pelo Partido Socialista que Portugal incorrerá no risco de ter execuções orçamentais que sejam irresponsáveis. O Partido Socialista não alinha na irresponsabilidade do Chega”, reiterou.
O deputado do PS lembrou as 15 medidas recomendadas no projeto de resolução dos socialistas, que já foram discutidas e chumbadas no passado e que voltam ao parlamento esta quinta-feira.
“Os apoios são necessários agora, são necessários para ontem”, apelou, reiterando que o “Governo tem uma margem orçamental de 400 milhões de euros” e que o conjunto de propostas que o PS propõe custa 185 milhões de euros por mês, o que seria acomodável, nas contas do PS, até ao final do ano.
Sobre a possibilidade de o PS apresentar estas medidas como propostas de alteração ao próximo Orçamento do Estado, João Torres respondeu que “isso depende daquele que for o documento que o Governo apresentar em relação ao Orçamento do Estado para o ano de 2027”.
“Dependendo daquela que for a proposta do Orçamento do Estado que o Governo apresentar e, naturalmente, das rubricas de despesa que forem consideradas e das medidas de política que esse mesmo Orçamento do Estado contiver e também com um princípio muito importante, que é o de não colocar em causa a estabilidade das contas públicas no nosso país”, disse.
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