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ANAV apela a acordo na EasyJet para evitar greve que ameaça afetar 80 mil passageiros no Natal

ANAV apela a acordo na EasyJet para evitar greve que ameaça afetar 80 mil passageiros no Natal

A Associação Nacional de Agências de Viagens (ANAV) apelou, esta quinta-feira, 24 de setembro, a um entendimento urgente entre a EasyJet e os seus trabalhadores para evitar a greve anunciada para os próximos dias.

A associação alerta que a paralisação ocorre numa altura “particularmente sensível” para o setor do turismo, coincidindo com o período de feriados e com a época de Natal, uma fase de elevada procura em que a capacidade de encontrar alternativas de transporte é muito limitada.

De acordo com os dados avançados pela ANAV, a greve poderá afetar cerca de 80 mil passageiros e 500 voos logo no primeiro período previsto, isto antes de estarem sequer definidos os serviços mínimos.

Em comunicado, a associação liderada por Miguel Quintas sublinha que respeita integralmente o direito constitucional à greve como um instrumento legítimo de defesa dos trabalhadores.

No entanto, defende que o exercício deste direito deve ser equilibrado com o respeito pelos direitos dos passageiros e pelo trabalho das agências de viagens, que acabam por sofrer as consequências diretas de um conflito laboral que não lhes diz respeito.

“O direito à greve é inquestionável, mas também é fundamental garantir que os passageiros não ficam sem respostas e que os profissionais das agências de viagens têm condições para proteger as viagens dos seus clientes”, afirma Miguel Quintas, presidente da ANAV.

A prioridade da ANAV é que se encontre uma solução de última hora que minimize os impactos ou que cancele a paralisação, lembrando que estão em causa “férias de famílias, compromissos pessoais e profissionais, e o trabalho de milhares de profissionais”.

Caso a greve avance mesmo, a associação considera “essencial” que a EasyJet comunique as alterações com a maior antecedência possível e de forma individualizada, especialmente para os voos programados dentro dos 14 dias anteriores à partida.

O presidente da ANAV reforça que, quando a data da viagem está próxima, “cada hora conta”. Os profissionais do setor necessitam de informação rápida sobre os voos afetados e as alternativas operacionais disponíveis para conseguirem proteger e reorganizar as viagens dos seus clientes em tempo útil.

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